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Família denuncia descaso com paciente no Pronto Socorro Central

Segunda a família, não são permitidos acompanhantes durante a noite

relogio min de leitura | Redação 16 de março de 2020 - 18:01
Durante a noite, o homem, que tem depressão, teria acordado assustado e caído da cama
Durante a noite, o homem, que tem depressão, teria acordado assustado e caído da cama -

Familiares do paciente Renato Lima de Araújo, de 54 anos, denunciam o descaso com o tratamento recebido no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, em São Gonçalo, na última semana. Segundo a família, o leito onde ele estava tinha um bilhete avisando sobre 'risco de queda', já que não havia rede de proteção em apenas um lado da cama. Então, durante a noite, o homem, que tem depressão, teria acordado assustado e caído da cama.

E foi apenas na manhã seguinte ao ocorrido que ele foi encontrado pela família, ensaguentado em seu leito. Ainda de acordo com parentes, apesar da doença psicológica apresentada pelo paciente, a unidade médica raramente permitia visitas, não deixando nenhum membro da família passar a noite ao lado de Renato.

Após a queda, o homem foi levado para o setor de traumas, e logo em seguida para o CTI. O médico do paciente tinha permitido a permanência da família por 24 horas ao lado do paciente, porém a autorização médica não mudou muita coisa.

A família também acusa o hospital de ter feito o prontuário médico do paciente somente quatro dias após a entrada dele na unidade, e até o momento o documento não foi disponibilizado à família. "Estamos atrás dos prontuários desde a entrada dele no Pronto Socorro e não estamos conseguindo ter acesso. Estamos entrando com advogado para conseguir o documento", explicou a filha de Renato.

O SÃO GONÇALO entrou em contato com a Prefeitura sobre o caso, que não respondeu até o fechamento desta reportagem.

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