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Governo planeja liberar até R$ 5 bilhões para enfrentar o coronavírus

A ideia é reforçar as ações contra o vírus

relogio min de leitura | Redação 12 de março de 2020 - 06:43
Deputados e ministros se reuniram na última quarta (11), para debater soluções contra o Covid-19
Deputados e ministros se reuniram na última quarta (11), para debater soluções contra o Covid-19 -

Na comissão geral realizada na última quarta (11) na Câmara dos Deputados sobre a situação do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta defendeu a liberação R$ 5,1 bilhões do orçamento, oriundo de emendas da relatoria da casa. A demanda por mais verbas foi apoiada por diversos deputados presentes na comissão. O valor será utilizado na Atenção Primária e hospitalar para reforçar as ações contra o vírus.

Durante a sessão da comissão, parlamentares, especialistas e o Mandetta, chamaram a atenção para a sobrecarga que o sistema de saúde terá com a disseminação do Covid-19. O ministro avaliou que a letalidade do vírus é baixa, mas que seu principal impacto é a sobrecarga do sistema de saúde, que demandará mais profissionais, mais leitos, mais insumos e mais recursos para o custeio dessa estrutura adicional.

“Você tem uma espiral de casos. Isso leva pessoas a procurar unidades de saúde. Se o vírus não tem uma letalidade individual elevada, ele tem letalidade ao sistema de saúde. Quanto mais agudo o ângulo de crescimento, mais pessoas ao mesmo tempo acionam o sistema”, comentou.

A análise foi compartilhada por parlamentares e por representantes do setor médico, que defenderam o fortalecimento do sistema de saúde em resposta à pandemia. “Se epidemia vier com força, vamos ter que ter força hospitalar. Inglaterra já está pensando em tendas, para caso de não ter cobertura de leitos ter uma resposta”, ressaltou o deputado Chico D´Angelo.

“Temos tudo pra ter inverno complexo pra nossa rede pública e particular. Primeiro porque população vulnerável aumentou, assim como quem usa exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS), porque reduziu o número de pessoas que utilizam plano de saúde. Precisamos calcular a demanda por leitos de UTI, pois se não fizer agora, em 90 dias não teremos o suficiente”, disse o deputado Alexandre Padilha.

A deputada Celina Leão lembrou o caso do Distrito Federal, onde a unidade de saúde particular se negou a fazer o tratamento da primeira paciente com caso confirmado da capital, para cobrar que a rede privada também precisa fazer a sua parte. “Na hora do grande enfrentamento é o Ministério da Saúde, as secretarias de saúde que cuidam do problema grave. Os hospitais privados precisam dar uma parcela de contribuição”.

Fonte: Agência Brasil

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