Após audiência, Justiça do Paraguai decide deixar Ronaldinho e irmão presos
Os dois foram detidos na última sexta-feira (06), com documentos falsos

Após uma audiência de mais de quatro horas, a Justiça do Paraguai decidiu manter o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, presos pelo crime de uso de documentos falsos, neste sábado (07). Os dois foram detidos no Paraguai na última sexta-feira (06) e passaram a primeira noite em uma cela na Agrupación Especializada da Polícia Nacional, onde ficam presos de maior relevância.
Após os dois já estarem detidos, o promotor Osmar Legal pediu a manutenção da prisão preventiva do ex-jogador e de seu irmão. No pedido, o membro do Ministério Público alegou "risco de fuga" e informou que "o Brasil não extradita seus cidadãos". A audiência foi presidida pela juíza Clara Ruíz Días. O advogado de defesa dos dois irmãos pediu à juíza que os dois aguardassem em prisão domiciliar, mas não obteve sucesso. A defesa alegou que Assis precisa de cuidados médicos, pois tem um problema no coração, mas não apresentou nenhum exame que confirmasse isso.
Com isso, a Justiça resolveu manter os dois irmãos presos e eles serão encaminhados mais uma vez para suas celas na Agrupación Especializada da Polícia Nacional do Paraguai, em Assunção.
Além de Ronaldinho, outras pessoas estão envolvidas no caso, como o empresário Wilmondes Sousa Lira, que é considerado pela defesa de Ronaldinho o responsável pelos documentos falsos, e duas paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero.
Na primeira audiência do caso, na própria sexta-feira (06), o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção condenou os dois a passarem a noite em uma cela.