Assessor parlamentar do Rio de Janeiro é investigado por atirar em cachorro
Ele alegou legítima defesa

O assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodolfo Laterça, é investigado por atirar contra um cachorro em Campos do Jordão, São Paulo. Na sexta-feira (28) a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca na casa de Rodolfo e apreendeu uma arma. À polícia ele confessou que fez o disparo, mas alegou legítima defesa. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
O disparo aconteceu na última sexta-feira (21) no imóvel de Laterça, que fica no bairro Alto da Boa Vista. O animal, que é da raça Golden Retriever, pertence ao dono de uma pousada vizinha ao imóvel.
O proprietário da pousada contou que estava chovendo, e o cachorro estava brincando com as crianças que estavam hospedadas na pousada. De repente, ouviram um barulho, como um raio, e foram procurar pelo cachorro, quando o encontraram ensanguentado.
Em seguida, o cachorro foi socorrido para o veterinário, onde foi identificado que o ferimento era por disparo de arma de fogo. O animal teve duas paradas cardíacas e teve de passar por uma cirurgia.
O dono do animal conta que, depois da notícia, voltou à pousada e só então descobriu que o caso havia acontecido na casa vizinha à pousada dele. Ele contou que o cão teve alta e passa bem. Ele também afirmou que o animal é adestrado.
De acordo com a polícia, no dia do crime, uma equipe da Polícia Militar foi ao imóvel de Laterça, mas ele se recusou a receber os policiais na propriedade ou se identificar.
Após a identificação do suspeito, a Justiça expediu mandado de busca e apreensão da arma, que foi encontrada na casa do assessor parlamentar. Após a apreensão, segundo a polícia, Laterça se apresentou na delegacia e afirmou que passava férias com a família no local e o disparo foi feito por legítima defesa.
Em depoimento ele alegou que as filhas brincavam no quintal, quando foram surpreendidas pelo animal. Assustadas, gritaram por ajuda, no momento em que ele fez um disparo. Na versão, no entanto, disse não ter percebido que o animal havia sido baleado.
Após o depoimento, o assessor foi liberado. Segundo a polícia, ele é Inspetor de Segurança da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro de carreira e, por isso tem autorização para ter o armamento. Apesar disso, a arma permaneceu apreendida para a investigação.
Sobre o caso, a equipe do deputado informou que o parlamentar “abomina qualquer tipo de maus-tratos a animais”