Caso Marielle: Perícia comprova que depoimento do porteiro que citou Bolsonaro é falso

Segundo o laudo, a autorização foi dada por Ronnie Lessa

Enviado Direto da Redação
Segundo o laudo, a autorização foi dada por Ronnie Lessa

Segundo o laudo, a autorização foi dada por Ronnie Lessa

Foto: Reprodução


A Polícia Civil divulgou o laudo em que consta que a voz do porteiro que autorizou a entrada do ex militar Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, não é a do funcionário que atestou que o presidente Jair Bolsonaro havia permitido a entrada do suspeito. A informação foi obtida primeiramente pelo EXTRA.



De acordo com o texto do documento, assinado por seis peritos, nenhum áudio da portaria passou por edições. Foi informado também que a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no condomínio foi o policial reformado Ronnie Lessa. Ambos encontram-se presos e são os principais suspeitos do crime.



Ano passado, após um dos porteiros dar depoimento sobre a suposta autorização dada por Bolsonaro para a entrada de Élcio no condomínio, o mesmo voltou atrás em relação à acusação feita. Agora, a perícia iniciada em 13 de janeiro deste ano comprovou que foi outro funcionário que interfonou para Lessa, morador do condomínio e vizinho de Bolsonaro.



No dia do depoimento, o porteiro pivô também relatou à polícia que o ex-PM havia pedido para ir à casa número 58, local onde Bolsonaro residia. No entanto, uma reportagem da Rede Globo comprovou que o presidente estava em Brasília na data citada.



Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados a tiros no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h15. A gravação foi feita no mesmo dia, às 17h07m42s, portanto, quatro horas antes da execução.

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