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Material escolar 2020: conheça os produtos e saiba como economizar

Papelarias no Alcântara lotam nesta volta às aulas

relogio min de leitura | Redação 05 de fevereiro de 2020 - 16:50
Imagem ilustrativa da imagem Material escolar 2020: conheça os produtos e saiba como economizar

Por Ana Carolina Moraes*

Todo ano é sempre a mesma história. Além de se preocupar com o IPTU, o IPVA e outros impostos, muitas famílias ainda têm que se preocupar com o material escolar de seus filhos. No início de janeiro, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) estimou que os preços do produtos nas papelarias aumentariam cerca de 8%, ficando acima da inflação oficial, que deve ficar em torno de 4%. Pensando nisso tudo, a ideia é economizar, mas sem deixar de dar produtos de qualidade para as crianças. 

É o que conta Cristiane Amado de Assis, de 37 anos, moradora de Itaboraí e mãe de dois filhos. A moça, mãe de uma menina de sete anos, e que acabou de colocar seu filho de três na escola conta que a preocupação com o material escolar dos pequenos cresceu. Mas, Cristiane pesquisou os preços e analisou tudo para tomar as próprias conclusões. “As escolas exigem muitos produtos de marca em suas listas de materiais, mas isso não é tão importante. Para mim, o que importa é ser de boa qualidade”, contou ela, que acabou comprando bastante lápis e borracha neste ano.

Já para Luana da Mota, moradora do Galo Branco e mãe de um menino de nove anos, a ideia é reaproveitar o material do último ano que ainda está bom. “Esse ano, eu gastei bastante dinheiro com caneta hidrocor. Mas, no ano passado, eu gastei R$ 170 em besteira tipo lápis, borracha, lápis de cor, e reaproveitei”, afirmou ela. 

Luana ainda dá dicas para quem quer economizar e conseguir comprar algo bom para seus pequenos no novo ano escolar. “A minha dica é ir em várias papelarias para garimpar, pois a ideia de comprar em um local acaba fazendo você não economizar. Eu comprei alguns produtos em uma papelaria ontem e hoje estou aqui em outra loja comprando o que falta”, disse ela. 

Quem também afirma que a ideia de pesquisar preços é boa é Matilda Maria, que trabalha em papelaria há mais de 27 anos. Matilda também contou que, com o desemprego, a procura por materiais escolares esse ano só caiu. “Os preços não variam muito do último ano para cá. Mas, o número de vendas de material escolar diminuiu em 20% em comparação ao outro ano na loja. Acredito muito que o principal causador disso é o desemprego, que deixa as pessoas com pouco dinheiro”, contou ela. 

Ainda é importante lembrar que, nas papelarias, os preços dos produtos de marcas mais conhecidas, como Faber Castell, são os mais caros. O mesmo ocorre com os produtos de temas, como princesas e desenhos animados. 

Quem também analisou essas diferenças nas preferências de seus netos foi Marilene Carvalho, de 65 anos. “A minha neta gosta de coisas mais de princesa, mochilas e cadernos com temas, já o meu neto mais velho, o que eu der para ele está bom, mesmo que seja algo sem desenho nenhum”, afirmou.

Marilene também afirma que os produtos que mais pesam em seu bolso na volta às aulas são os livros didáticos. Por isso, ela fez um apelo para outros responsáveis que estejam comprando os materiais escolares de crianças. “Eu quero pedir para a gente se unir e vender os livros pouco usados pelas crianças para outras crianças que necessitam. Eu, por exemplo, estou vendendo o meu por metade do preço. Só assim vamos economizar”, completou.

Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*

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