Com salário atrasado, mãe de criança autista aguarda 8 meses por consultas médicas
Criança precisa de cuidados especiais

Por Tatiane Gomes*
Após sair do emprego no Pronto Socorro de São Gonçalo, no Zé Garoto, onde trabalhava como técnica de enfermagem, por problemas de saúde, Maria Cátia Nobre continua sem receber os cinco meses de salário atrasado que deveriam ser pagos pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Social, da Saúde e Profissional (Idesp). A situação ficou ainda mais complicada para a moradora do bairro Atalaia, em Niterói, já que seu filho, Miguel Aurélio Sousa Nobre, de 3 anos, está há 8 meses à espera de consultas médicas pelo sistema de saúde de Niterói. O menino sofre do transtorno do espectro autista, ainda não fala e anda na ponta dos pés, além de apresentar outras dificuldades como refluxo e alergias.
Em meio ao desemprego e sem receber os meses pendentes, a mãe e a criança passam por dificuldades. Instruída por médicos, Maria Cátia recebeu diversos encaminhamentos para tratamentos e consultas médicas pela Secretaria de Saúde de Niterói, mas até o momento nenhuma vaga surgiu para o menino e também não há previsões.
Apesar de fazer tratamento de fonoaudiologia no CAPSI de Niterói, as consultas não fazem efeito pois o menino precisa de um tratamento especial, que não foi disponibilizado. Além disso, Miguel também tem necessidade de uma reabilitação intelectual, devido às suas necessidades específicas.
"Eu preciso de um local que tenha esses médicos disponíveis, para ajudá-lo a falar e a mastigar. Eu fico depressiva por que o tempo está passando, e ele tem muitas necessidades assim como eu. A prefeitura não me ajuda em nada, não há um órgão que me ajude nas necessidades do meu filho", desabafou a mãe de Miguel.
Contactada, a prefeitura de Niterói não encaminhou resposta sobre o caso até o fechamento desta reportagem.
Já a empresa responsável pelo pagamento dos funcionário do Pronto Socorro de São Gonçalo, o Idesp, foi retirado da gestão do hospital, mas nenhum comunicado foi feito a respeito dos meses atrasados por parte da prefeitura.
Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*