Idosa internada no Hospital Alberto Torres luta para conseguir procedimento cirúrgico
A família da paciente denuncia descaso na unidade de saúde

Por Thalita Queiroz*
A idosa de 79 anos, Laura Maria Rodrigues, está lutando há pouco mais de 1 mês para conseguir, enfim, sair de uma cama de hospital. Com fortes dores abdominais, a senhora que completa dentro de poucos dias 80 anos, foi diagnosticada com complicações na vesícula. Depois de peregrinar por duas unidades de pronto atendimento (UPA), de Nova Cidade e do Colubandê, Laura conseguiu ser operada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, mas agora sua luta é para conseguir fazer um outro procedimento que surgiu em decorrência de uma complicação da primeira cirurgia.
Sua filha Regina Rodrigues, de 51 anos, mora no Mutondo, bairro de São Gonçalo e acompanha de perto o caso da mãe, que está grave. Segundo ela, após a cirurgia, a idosa voltou com um quadro grave de infecção e usando um dreno, que já está há 1 mês a acompanhando. "Isso está errado, uma paciente idosa não tem condições de ficar com um dreno por tanto tempo. Minha mãe coloca para fora cerca de 300 ml a 500 ml de bile por dia. Daonde que isso é normal?", se indigna Regina.
A filha conta ainda que até ontem (2), a família não estava tendo muita informação sobre a situação da idosa. "Agora os médicos falam que ela precisa passar por um procedimento de vídeo para um cálculo nas vias biliares. Por ela ser idosa não é aconselhado passar por uma cirurgia aberta, mas o problema é que o hospital está dizendo que eles não fazem esse procedimento e que há um hospital do Rio que faz, e que já nos adiantaram que demora muito tempo para conseguir, nós não temos muito tempo", disse angustiada, Regina que pede para que as autoridades possam ajudar a idosa de alguma forma.
"Só vamos tirar nossa mãe do hospital sem o dreno e essa pedra que está causando essas complicações", afirma ela.
Além dos problemas cirúrgicos, Regina conta que o descaso com a paciente é grande e precisa estar de prontidão para cuidar da mãe dentro do hospital. "Eu revezo com o meu irmão pois aqui não tem amparo nenhum para um paciente ser cuidado pelos enfermeiros. A gente que vigia para dar água e já aconteceu deles interferirem na medicação dela, sendo que ela é hipertensa e cardíaca. A pressão dela chegou a 18 por 10, ela se tremia toda", relembra a filha.
A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro foi contactada por O SÃO GONÇALO para esclarecimentos sobre o caso e até o fechamento dessa matéria não houve resposta.
*Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca