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Idosa internada no Hospital Alberto Torres luta para conseguir procedimento cirúrgico

A família da paciente denuncia descaso na unidade de saúde

relogio min de leitura | Redação 07 de janeiro de 2020 - 16:01
Laura Maria Rodrigues, de 79 anos, está internada no Hospital Alberto Torres após passar por complicações em uma cirurgia
Laura Maria Rodrigues, de 79 anos, está internada no Hospital Alberto Torres após passar por complicações em uma cirurgia -

Por Thalita Queiroz*

A idosa de 79 anos, Laura Maria Rodrigues, está lutando há pouco mais de 1 mês para conseguir, enfim, sair de uma cama de hospital. Com fortes dores abdominais, a senhora que completa dentro de poucos dias 80 anos, foi diagnosticada com complicações na vesícula. Depois de peregrinar por duas unidades de pronto atendimento (UPA), de Nova Cidade e do Colubandê, Laura conseguiu ser operada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, mas agora sua luta é para conseguir fazer um outro procedimento que surgiu em decorrência de uma complicação da primeira cirurgia.

Sua filha Regina Rodrigues, de 51 anos, mora no Mutondo, bairro de São Gonçalo e acompanha de perto o caso da  mãe, que está grave. Segundo ela, após a cirurgia, a idosa voltou com um quadro grave de infecção e usando um dreno, que já está há 1 mês a acompanhando. "Isso está errado, uma paciente idosa não tem condições de ficar com um dreno por tanto tempo. Minha mãe coloca para fora cerca de 300 ml a 500 ml de bile por dia. Daonde que isso é normal?", se indigna Regina.

A filha conta ainda que até ontem (2), a família não estava tendo muita informação sobre a situação da idosa. "Agora os médicos falam que ela precisa passar por um procedimento de vídeo para um cálculo nas vias biliares. Por ela ser idosa não é aconselhado passar por uma cirurgia aberta, mas o problema é que o hospital está dizendo que eles não fazem esse procedimento e que há um hospital do Rio que faz, e que já nos adiantaram que demora muito tempo para conseguir, nós não temos muito tempo", disse angustiada, Regina que pede para que as autoridades possam ajudar a idosa de alguma forma.

"Só vamos tirar nossa mãe do hospital sem o dreno e essa pedra que está causando essas complicações", afirma ela.

Além dos problemas cirúrgicos, Regina conta que o descaso com a paciente é grande e precisa estar de prontidão para cuidar da mãe dentro do hospital. "Eu revezo com o meu irmão pois aqui não tem amparo nenhum para um paciente ser cuidado pelos enfermeiros. A gente que vigia para dar água e já aconteceu deles interferirem na medicação dela, sendo que ela é hipertensa e cardíaca. A pressão dela chegou a 18 por 10, ela se tremia toda", relembra a filha.

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro foi contactada por O SÃO GONÇALO para esclarecimentos sobre o caso e até o fechamento dessa matéria não houve resposta.

*Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca

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