Promessas de fim de ano: Conheça histórias de pessoas que realmente cumpriram seus votos
Para muitos, não são apenas promessas, mas metas a serem alcançadas

O ano acabou de virar e muitos pularam as famosas sete ondinhas, colocaram a peça de roupa que simboliza o que mais desejam para o próximo ano e já estão com esperança e boas expectativas para o início de não só um novo ano, mas o começo de outra década. Mais do que a certeza da vinda de um novo ano, o momento da virada vem acompanhado de outras convicções e, para muitos, o momento é uma ótima oportunidade para renovação. Seja mudar a alimentação, correr mais riscos, entrar em um novo curso ou seguir o sonho de morar no exterior, muitos veem o dia 1º como uma chance de colocar em prática todas as suas vontades.
Porém, para muitos a vontade inicial diminui e a chama da animação vai se esfriando. O desejo, que inicialmente era uma necessidade primordial, vai sendo deixado de lado e, conforme o ano passa e vai chegando perto do fim, outras promessa vão sendo feitas e também esquecidas.
Por outro lado, há pessoas que conseguem cumprir rigorosamente com seus votos e correm atrás para que seus objetivos finais sejam alcançados nas datas estipuladas ou até antes do prometido. Para muitos deles, as palavras-chave são foco e determinação. O desejo não é apenas passageiro, mas uma meta a ser alcançada.
César Lemos, por exemplo, é uma das pessoas que correram atrás da realização de sua meta, por mais arriscada que fosse. O estudante de Sistemas de Informação, que sempre nutriu o desejo de ir para fora do Brasil, prometeu que moraria no exterior, mas sempre adiou a vontade, seja por preguiça ou por medo do que falavam sobre o seu sonhado país de destino: a Nova Zelândia.
Após passar por um término de relacionamento, César, que é morador do Fonseca, em Niterói, juntou com muito custo as economias e embarcou para a Oceania para morar um ano e conhecer a Nova Zelândia e trabalhar. Atualmente, trabalhando em uma pousada, o Bacharel em Sistemas de Informação confessa a preferência pelo país por conta das facilidades e toda a fantasia que os filmes criaram em relação ao país e também o que o motivou a finalmente fazer a viagem.
“Eu sempre tive essa ideia de ir morar em algum lugar diferente e conhecer outras culturas. Mas nunca tive a gana de correr atrás disso, assim como muitos amigos meus. Então eu tive uma ex-namorada que falava bastante sobre o assunto e sempre mencionou que queria voltar para a Austrália e ficava me animando para ir. Quando a gente terminou, eu fiquei pensando em fazer algo parecido e comecei a me preparar. Então eu consegui o visto e comecei a investir bastante na ideia”, contou ele.
“Decidi vir porque é no outro lado do mundo e também porque é onde foi gravado Senhor dos Anéis. Também porque [em relação a outros países] foi fácil conseguir o visto”, completou.
César agora vive na capital Auckland, mas já se prepara para conhecer outras cidades e até outros países do continente. Depois de eliminar a preguiça e começar a de fato planejar, o estudante chegou em seu objetivo final.
Mas não é preciso ir muito longe para cumprir uma promessa. Cumprir metas pequenas para depois correr atrás de algo maior é o caminho que muitas pessoas escolhem. Não consumir doce com tanta regularidade ou começar uma rotina de caminhada na parte da manhã ou no fim da tarde é por onde muitos começam.
Pensando na saúde, a atuária Thayra Athayde, de 26 anos, decidiu parar de consumir refrigerantes. Na virada de ano para 2018, ela decidiu que não iria mais ingerir a bebida. Embora tenha falhado logo no primeiro dia ao ir a um churrasco na casa prima, Thayara persistiu e, desde então, não entra refrigerante em sua casa, mesmo com a implicância de alguns amigos.
“Ainda em janeiro, fiz uma viagem com meu namorado e meus primos. Lá fomos lanchar e eles pediram refrigerante, eu bebi suco olhando aquele refrigerante bem gelado que eles diziam estar maravilhoso, implicando comigo para eu desistir da promessa. Até hoje eles implicam comigo falando que foi o melhor refrigerante que beberam na vida.”, contou ela.
Embora esteja fiel a sua promessa, ela ainda passa por algumas vontades, mas já tomou algumas medidas um pouco extremas para não consumir mais a ‘temível’ bebida. “No último domingo eu saí com meu namorado e ele pediu aquele refrigerante bem gelado. Dei só aquele cheiro no copo, senti o cheiro do açúcar e já fiquei satisfeita”, completou.
A meta de Thayara agora é cumprir as promessas de se alimentar melhor e praticar exercícios físicos. “Disposição e força de vontade! Coisas que espero ter em 2020”, finalizou.
A estudante de jornalismo Cecile Mendonça também fez mudanças alimentares pensando na saúde. A jovem, que passou por distúrbios alimentares em 2018, colocou como meta ter uma alimentação melhor para viver uma vida mais saudável. Cecile, que passou a primeira metade de 2018 comendo um pouco de tudo, foi ao extremo no segundo semestre do ano e chegou a passar um dia inteiro sem comer.
“Na primeira metade do ano eu tive compulsão alimentar e na outra metade eu tentava comer quase nada, o que me fez muito mal. Eu queria por tudo nesse mundo emagrecer, e ficava até 1 dia sem comer. Foi bem pesado. Então, em 2019 tudo mudou.”, contou ela.
O mais importante para ela foi não se cobrar tanto na hora de comer e evitar exageros, como fast food e refrigerantes. Segundo a estudante, a mudança foi lenta e gradual e só melhorou depois que passou a se consultar com uma nutricionista e comer tudo o que tinha direito.
“Não dá pra se privar de comer coisas "não saudáveis". Alimentos foram feitos para nos alimentar, independente do fato se ele é um pouco mais calórico ou um pouco mais gorduroso. Foi com ajuda médica e com alguns perfis na internet sobre o assunto que eu comecei a refletir melhor. Finalmente eu entendi que é melhor comer de tudo um pouco, do que se privar muito e quando comer, acabar ingerindo os alimentos em excesso”, completou ela.
A mudança para Cecile foi positiva e ela já colhe bons frutos de sua decisão. Segundo ela, as crises de ansiedade diminuíram e sua auto estima está no auge.
“Eu tinha muitas crises quando me sentia culpada por estar comendo coisas básicas como arroz, feijão, carne e uma salada. Agora, comendo de tudo, a vida se tornou mais leve, meu peso se estabilizou, minha saúde também. Sem contar a autoestima.
Juntando o útil ao agradável, Cecile aproveitou o ano para também cumprir outra promessa, a de ler todos os livros que havia comprado e estavam ‘pegando poeira’ em casa. Para muitos pode ser uma quantia pequena, mas os cinco livros lidos no mesmo ano que há pouco estavam esquecidos na prateleira desde 2018 e a estudante afirma estar ‘super realizada’.