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Carro-Bomba explode e mata cerca de 90 pessoas na Somália

Suspeitas estão sobre grupo terrorista ‘Al Shabaab’ autor de uma série de ataques no país.

relogio min de leitura | Redação 28 de dezembro de 2019 - 16:47
Destroços causados pela explosão do carro-bomba.
Destroços causados pela explosão do carro-bomba. -

A explosão de um carro bomba, neste sábado (28), na na Somália, na África, deixou mais de 90 pessoas feridas. O atentado aconteceu ás 8h da manhã (2h no horário de Brasília), próxima a um posto de controle e um escritório fiscal, em Mogadíscio, capital daquele país. A área é de intensa circulação de pessoas, incluindo estudantes universitários e crianças.

Na cultura mulçumana, o Sábado é um dia útil e o atentado ocorreu justamente na hora de maior movimentação de pessoas,  a parte da manhã. O local ficou devastado com escombros de veículos queimados e marcas de sangue das vítimas no chão.

O número de mortos ainda é incerto, as autoridades locais ainda não divulgaram uma nota oficial e por isso, há contradições sobre o número real de vítimas do atentado. Segundo a agencia AFP, um diretor de serviço de ambulância informou que foram ao menos 76 mortes e que esse número poderia aumentar. Já um membro do parlamento, Abduruzak Mohamed, escreveu em sua conta do Twitter que teria sido informado de 90 mortes, sendo elas de 17 policiais, 73 civis e 4 estrangeiros.

O prefeito de Mogadíscio, Omar Mohamud Mohamed, informou, em entrevista coletiva, que o número de feridos é em torno de 90 pessoas e que o número de mortos ainda é incerto. Segundo ele, a maior parte das vítimas eram “estudantes inocentes e outros civis”.

Até o momento o atentado não foi reivindicado por nenhum grupo, no entanto acredita-se que o autor seja o grupo terrorista ‘Al Shabaab‘, ligado a ‘Al Qaeda‘. A facção tem forte atuação na área e também realizou ataques semelhantes a esse no país, como o caso do massacre causado por um caminhão-bomba que matou 512 pessoas e deixou 295 feridas.

O ‘Al Shabaab’ surgiu de um movimento político que utilizou os tribunais islâmicos para tentar impor ordem ao país. No entanto em 2006, soldados etíopes apoiados pelos EUA acabaram com a União dos Tribunais Islâmicos. Após esse acontecimento, a parte jovem do movimento se separou e criou uma insurgência, jurando derrubar o governo somali. O grupo jurou lealdade a ‘Al Qaeda’ em 2012 e estima-se que tenha cerca de 5.000 a 9.000 membros.

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