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Pacientes em tratamento contra tuberculose de Itaboraí ganham cestas básicas

Todos participaram de sorteio de brindes e receberam uma lembrança especial do Programa

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de dezembro de 2019 - 16:29
Imagem ilustrativa da imagem Pacientes em tratamento contra tuberculose de Itaboraí ganham cestas básicas

O Programa Municipal de Controle da Tuberculose de Itaboraí ofereceu nesta quarta-feira (18), aos pacientes em tratamento uma manhã de confraternização, no Ambulatório, Centro. Um café da manhã natalino foi preparado especialmente para que todos tivessem a oportunidade de interagir, trocar experiências e ainda receber orientações sobre a importância de manter o tratamento. Todos participaram de sorteio de brindes e receberam uma lembrança especial do Programa.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a cidade de Itaboraí hoje está à frente dos municípios vizinhos com relação à rapidez no diagnóstico da tuberculose porque precisam, muitas vezes, enviar as amostras para outras cidades, atrasando assim, o início do tratamento.

Já Itaboraí realiza suas análises na própria cidade, tendo até 72h para dar o resultado do exame ao paciente. Mas isso é entregue no mesmo dia, se o paciente realiza seus exames na parte da manhã ou no dia seguinte, se são realizados na parte da tarde, mas sempre com, no máximo, de 12h após a coleta. As amostras são analisadas no Laboratório Municipal de Saúde Pública, no Centro.

E é num pequeno aparelho, mas muito eficiente, doado pelo Ministério da Saúde, que foi potencializado o tratamento dos pacientes portadores da tuberculose da cidade. Nele é realizado o teste rápido molecular. O exame detecta, além do DNA do bacilo causador da tuberculose, a resistência à rifampicina, principal medicamento para o tratamento da doença, em aproximadamente, duas horas e meia, trazendo agilidade ao diagnóstico e possibilitando um tratamento imediato.

Segundo o Programa Municipal de Controle da Tuberculose de Itaboraí, o município possui 120 pacientes em tratamento. Dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, indicam que a tuberculose continua  sendo a segunda doença infecciosa mais mortal no mundo, atrás apenas da Aids. De acordo com a OMS, no Brasil foram registrados 71 mil casos, o que coloca o país na 17ª posição em número de casos entre os 22 países de alta carga de tuberculose.

Presente ao encontro, o secretário de Saúde, Júlio César Ambrósio, teve oportunidade de conversar com os pacientes. “Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte e comece o tratamento rápido, que é prolongado, com duração de no mínimo, seis meses. Após duas semanas tomando o medicamento não há mais a transmissão”, afirmou Júlio Ambrósio, ressaltando que a cultura do escarro para realização do exame pode ser feito em todas as 38 Unidades Básicas de Saúde de Itaboraí.

Após duas semanas ininterruptas de tratamento correto, o paciente já não transmite mais a doença. Para confirmação é feito um exame de baciloscopia no ambulatório do Programa.

“Existe um preconceito ainda muito grande com relação à tuberculose, eu mesma sofri muito. Até que encontrei essas pessoas que considero anjos. A equipe me acolheu, me olhou no olho, me tratou com carinho. No programa da tuberculose tive todo apoio e esclarecimentos que precisava. O trabalho que a equipe faz é muito sério e de extrema importância para nós”, afirmou a paciente Joselice Ferreira, de 56 anos.

Para contribuir para o controle da doença e evitar os recorrentes casos de abandono, a Secretaria de Saúde oferece a todos os pacientes assistidos pelo Programa Municipal de Controle da Tuberculose uma cesta básica mensal. As cestas do mês de dezembro também foram entregues nesta quarta-feira e para ter direito ao benefício é necessário que os doentes façam o tratamento correto, compareçam as consultas médicas, tomem os medicamentos e sigam corretamente todas as orientações do Programa. A estratégia tem como objetivo auxiliar no combate a doença no Brasil até 2035, de acordo com o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde.

Conheça a tuberculose:

A tuberculose afeta principalmente aos pulmões. A transmissão da doença acontece através do espirro, tosse ou fala de uma pessoa já contaminada. A infecção pela bactéria (Baciolo de Kock) da tuberculose é transmitida pelo ar, através de gotículas contendo os bacilos que são eliminados pela expiração de pacientes com tuberculose pulmonar ativa. A pessoa que aspira os bacilos da tuberculose poderá adoecer ou não, dependendo da quantidade de bacilos aspirados e do seu sistema imunológico.

“Todas as pessoas que apresentam tosse com ou sem catarro por mais de três semanas, pode ser tuberculose, é preciso investigar. Febre, emagrecimento, perda de peso é um sinal de alerta. É necessário procurar a Unidade de Saúde da Família – USF, mais próximo da residência”, comentou a coordenadora do Programa Municipal de Combate a Tuberculose, Maria José Fernandes.

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