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Consumidores devem ficar atentos a produtos falsificados na Black Friday

Especialistas dão dicas sobre cuidados para evitar o consumo desses itens

relogio min de leitura | Redação 27 de novembro de 2019 - 12:20
Produtos piratas tem origem desconhecida oferece uma série de riscos
Produtos piratas tem origem desconhecida oferece uma série de riscos -

Por Daniela Scaffo

Com a aproximação da semana do Black Friday, fica ainda mais fácil cair em fraudes como a comercialização de produtos falsificados, incluindo brinquedos, vestuários, cosméticos, entre outros. Para auxiliar o consumidor, especialistas dão dicas e orientações sobre os principais cuidados para evitar o consumo de produtos piratas e orientações para que as empresas possam proteger suas marcas da concorrência desleal.

André Oliveira, sócio e especialista em propriedade intelectual do escritório Daniel Advogados, explicou que o produto pirata tem origem desconhecida e, portanto, oferece uma série de riscos não somente em relação à qualidade deficiente e a ausência de garantia, mas também de saúde.

"Não à toa, produtos como brinquedos e eletrônicos são sujeitos a um rigoroso processo de aprovação regulatória por instituições como o Inmetro e a Anatel, tudo com o objetivo de garantir a segurança dos consumidores. É frequente nos depararmos com casos de produtos eletrônicos que explodem e brinquedos que causam danos à saúde das crianças", explicou.

Por isso, André sinaliza que é importante desconfiar de produtos com preços muito abaixo do mercado e vendidos sem nota fiscal. É essencial buscar fornecedores de procedência conhecida e regularmente estabelecidos, seja em lojas físicas como no ambiente virtual. Procure entender a proveniência dos produtos e exija sempre a nota fiscal e a garantia de fábrica.

"Devemos confiar apenas naquelas legalmente estabelecidas e que cumprem as regras tributárias e de proteção ao consumidor. Vendedores de rua ou comércios informais tendem a comercializar produtos de proveniência duvidosa e muito provavelmente piratas ou roubados", declarou Oliveira.

As marcas vem investindo bastante em tecnologias de autenticação como selos, sinais em relevo ou outras formas de distinção dos produtos originais dos piratas. Ainda assim, na prática, os malfeitores acabam por incorporar imitações de tais mecanismos em seus produtos piratas, sendo importante, nesse sentido, a atenção do consumidor para que não leve gato por lebre.

As indústrias mais pirateadas, segundo citado por André, são as de brinquedos, eletrônicos e artigos de moda, além de softwares e mídias de conteúdo como DVDs.

"No ambiente online, é importante que o consumidor investigue o histórico do vendedor e sua reputação, além de desconfiar de marketplaces com atividade muito recente e sem uma política de proteção à propriedade intelectual bem estabelecida", finalizou.

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