Estudantes de São Gonçalo são medalhistas da Olimpíada de Astronomia

As conquistas são fatores motivacionais para os estudantes

Enviado Direto da Redação

Por Daniela Scaffo e Pâmela Dias

A fascinação pela astronomia, para alguns, começa cedo. Estudar sobre a origem do Universo e a formação e composição dos astros é uma curiosidade que aumenta a cada descoberta e conquista. Assim, a partir de muito estudo, três alunos do Colégio de Aplicação Dom Hélder Câmara, na Trindade, em São Gonçalo, mergulharam nesta ciência e foram medalhistas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica (OBA), que aconteceu em 17 de maio deste ano.

Os estudantes receberam a premiação na última terça-feira (12) e, por quatro anos seguidos, a escola tem recebido medalhas de ouro. Este ano, foi a vez de Kevin Cardoso Portillo Lenz, de 14 anos, receber o ouro. Gustavo Cardoso Portillo Lenz, de 15 anos, levou medalha de prata e João Paulo Fernandes Souza, de 13 anos, a de bronze. Para participarem da Olimpíada, os alunos foram submetidos à aulas prévias sobre os principais assuntos cobrados, além de uma preparação psicológica para manterem o foco durante as quatro horas de prova.

Na OBA, os alunos são submetidos a uma avaliação com 10 questões que envolvem principalmente as áreas da física, geografia e matemática. Podem participar alunos do primeiro ano do ensino fundamental até alunos do último ano do ensino médio. O Colégio Dom Helder se vincula à OBA há 18 anos e tem recebido notoriedade devido à grande quantidade de alunos premiados. De acordo com o professor de geografia, Marcelo Esteves, de 42 anos, os alunos estão, cada vez mais, enxergando o evento como algo que vai os ajudar a crescer como pessoas e, consequentemente, colocando mais empenho nos estudos.

“Os alunos estão abraçando a causa e, automaticamente, nos colocando numa posição de instrução passível de ter alunos selecionados para as próximas etapas do OBA. Muitos são os casos de alunos que se envolvem por anseio, por desafio e vontade de se deparar com novas propostas para conseguirem conquistas de horizontes mais amplos”, disse o professor.

As experiências do núcleo escolar tem ido além da conquista material de medalhas. A oportunidade oferecida pela escola para alunos que não tiveram bom rendimento em provas anteriores tem sido um fator motivacional para os estudantes. Para Esteves, eles passaram a apresentar melhor rendimento em sala de aula após passar pelo processo avaliativo da Olimpíada.

“A gente vê jovens mais maduros, focados e mais críticos após essas avaliações. Porque as questões trabalham a interação de diferentes disciplinas, fazendo com que eles saiam da zona de conforto”, afirmou ele.

O empenho dos medalhistas

Estudante do nono ano do ensino fundamental, Gustavo Cardoso Portillo Lenz, de 15 anos, explica que essa é a segunda vez que participa da Olimpíada. Em 2018, não atingiu a pontuação suficiente para se classificar, o que fez com que ele se dedicasse para os exames deste ano, garantindo a medalha de prata.

Filho de professor universitário, ele explica que recebe incentivos em casa e o fato de ter sido medalhista foi muito comemorado pelos seus pais.

"Meu pai me ajudou bastante e me preparou para essa prova. Os professores também foram fundamentais para esse resultado e, nesse ano, consegui a nota de 8,8", explicou Gustavo.

Mas o adolescente não foi o único que deu orgulho a família. Kevin Cardoso Portillo Lenz, 14, do oitavo ano, irmão de Gustavo, recebeu a medalha de ouro por ter alcançado a pontuação de 9,1 na prova.

"Foi muito legal nós dois termos participado e sido premiados. Eu e o Gustavo temos essa brincadeira de competir de forma sadia. A medalha é apenas algo simbólico, o mais legal foi o orgulho dos nossos pais", contou Kevin, que ainda tem dúvidas da carreira que quer seguir.

João Paulo Fernandes Souza, de 13 anos, também é estudante do oitavo ano e garantiu a medalha de bronze, com a pontuação de 7,9. Esse é o primeiro ano que ele participa da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

O menino conta que pensa em seguir a carreira de Engenharia Aeronáutica e prestar concurso para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Por isso, quando soube da prova, ele logo se interessou e começou a estudar.

"Achei que participar e estudar para a olimpíada poderia adicionar algo de positivo para mim. Estudei bastante e recebi muito apoio do meu pai, que foi criado com muitas dificuldades e sempre me incentivou. Ele sempre diz para eu ser melhor do que eu mesmo e é isso que penso, em melhorar minhas próprias metas, competir comigo e buscar mais conhecimento", declarou o estudante.

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