‘Desaparecido’ está em SP
Promotor de lutas de MMA ‘viajou’ com a família para outro estado, segundo investigação da DH

Johil foi contratado por Valente e participou da luta principal, mas não recebeu os R$4 mil prometidos
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
O misterioso desaparecimento do promotor de lutas de MMA, Jorge Antonio Leandro Valente, de 49 anos, há dois meses, durante um evento promovido por ele numa quadra poliesportiva, em Inoã, Maricá, pode ter sido armado. Há indícios de que ele saiu do local para se livrar dos pagamentos dos atletas contratados.
O diretor da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), delegado Fábio Barucke, recebeu de familiares de Valente a informação de que ele está em São Paulo. O delegado aguarda que o promotor se apresente na distrital para prestar esclarecimentos e contar o que aconteceu.
De acordo com testemunhas, Valente deixou o local, dizendo que iria buscar dinheiro para pagar os lutadores e desapareceu após enviar uma mensagem para a mulher informando que “havia dado tudo errado” e que estava sendo sequestrado. O delegado disse ainda que Valente e a esposa podem responder por falsa comunicação de crime.
Quanto a outros desdobramentos, no caso estelionato, já que Valente deixou de pagar diversos atletas, Barucke explicou que essa investigação deve ficar a cargo da delegacia da área, caso as possíveis vítimas o denunciem.
O ex-campeão mundial de vale tudo, Johil Oliveira, 45, foi uma das vítimas. Ele era a atração principal do campeonato. Com o desaparecimento, Johil chegou a ser apontado como um dos principais suspeitos do sequestro e, desde o início, disse não ter acreditado no crime.

“Eu nem lutaria naquela noite, mas ele foi à minha casa mais de dez vezes insistir para que eu participasse. A bolsa que costumo receber por luta é de R$ 10 mil, mas como ele alegou não ter condições de pagar, ficou acordado em R$ 4 mil. Alguns atletas receberiam em torno de R$ 500. Quando cobramos o valor, ele simplesmente desapareceu”, relembrou.
Ainda Segundo Johil, a família se mudou logo após o suposto sequestro. “A esposa dele me procurou para me mostrar a mensagem. Nenhuma pessoa em situação de risco mandaria uma mensagem daquele tamanho de despedida. Ela não estava nem um pouco preocupada. Logo após o desaparecimento, conhecidos o viram em Rio do Ouro. Nunca acreditei. Sou um cara idôneo e chegaram a me apontar como suspeito”, disse.
