Ato de solidariedade viraliza nas redes sociais
Motorista de Uber ganhou a internet ao não cobrar a corrida e ainda ajudar passageira

Por Rafaela Batista
Um ato de solidariedade se espalhou rapidamente pelas redes sociais no último dia 3 de abril, quando a cabeleireira, Andreia Pereira, de 40 anos, publicou em uma página do Facebook, um pedido de ajuda. Ela queria encontrar o motorista de Uber, Fabiano Lopes Manoel, de 41 anos, que não cobrou a viagem, quando a levou no Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas, em São Gonçalo, com a sua filha que, na ocasião, estava passando mal.
Além de ajudá-la levando a criança para dentro do hospital, ele ainda deu R$ 10 para a cabeleireira, para que conseguisse voltar para casa.
De acordo com Andreia, ela saiu de casa às pressas e acabou esquecendo a carteira. Mas depois do ocorrido, ela quis devolver o dinheiro que Fabiano lhe deu para que conseguisse retornar, além de agradecê-lo pela atitude.
“Eu agradeço por mim e principalmente pela minha filha, porque o senhor Fabiano foi muito compreensível quando eu disse que tinha esquecido o dinheiro. Quando ele me entregou os R$ 10, eu cheguei a ficar emocionada pelo ato. Ele é muito bom, um verdadeiro homem de Deus”, contou a cabeleireira.
O que para muitos foi um gesto de nobreza, capaz de viralizar na internet, para Fabiano foi um gesto comum já que, além de trabalhar como Uber nas horas vagas e nas folgas, e ser educador social na Secretaria de Desenvolvimento Social do município, ele é voluntário da ONG Missão Cuidar, de Santa Izabel, há três anos. Ele contou que a preocupação maior era saber se a criança melhorou e que o mundo precisa de mais empatia.
“Eu tenho neto e entendo perfeitamente como é estar nessas situações, mas, para mim o que mais importa é saber se a menina ficou bem. A minha missão aqui nesse mundo é servir o próximo, porque assim me sinto servido. Principalmente nos dias de hoje, são poucas pessoas que têm empatia pelo próximo”, disse Fabiano, completando que “é preciso lembrar que ainda está na moda ter respeito e carinho pelo outro, porque a única maneira de combater tanto ódio, intolerância e preconceito, que infelizmente existem, é com amor”, finalizou o motorista.
Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*