Gonçalense tem seu nome envolvido em fraude bancária

Ela foi acusada de comprar um veículo Camaro

Enviado Direto da Redação
Ela foi acusada de comprar um  veículo Camaro

Ela foi acusada de comprar um veículo Camaro

Foto: Leonardo Ferraz

Daniela Scaffo 

A assistente social, Aline Cristine de Sousa Otoni, de 41 anos, que mora no Engenho Pequeno, em São Gonçalo, ficou surpresa com a ligação do setor de cobranças do banco Santander, informando a falta de pagamento do financiamento de um veículo, no valor de mais de R$ 120 mil. O problema é que a mulher nunca teve conta na financeira, e tampouco fez a compra de um carro.


O caso aconteceu em junho do ano passado. Segundo a assistente social, o veículo, um Chevrolet Camaro, na cor preta, ano 2010/2011, foi adquirido em uma agência localizada em Inoã, distrito de Maricá, em fevereiro de 2018. As duas primeiras parcelas do carro chegaram a ser pagas, porém, com a falta de pagamento, a financeira começou a fazer cobranças a Aline.


"Quando eu recebi a ligação, eu não acreditei. O atendente, então, me passou o número do telefone da financeira e pediu para que eu ligasse confirmando. Eu até pesquisei na internet, para ver se aquele número realmente era válido. Entrei em contato e tudo foi constatado. A compra foi feita em fevereiro do ano passado, usando meu nome, meu RG e meu CPF. A única coisa que era diferente da minha, era o telefone e o endereço, que estava dando Ponta d'Areia. O carro foi colocado no nome de uma empresa", contou, estarrecida.


Após o contato telefônico entre Aline e a financeira, o Santander enviou para a assistente social o contrato do financiamento. A assinatura era parecida com a de Aline, apesar de não ser a dela. 


Os documentos usados pelos criminosos que fizeram a compra do Camaro usando o nome de Aline, no entanto, não foram fornecidos pelo Santander. Com isso, a assistente social, que é mãe de uma jovem de 18 anos, e precisa manter a casa sozinha, acabou tendo o seu nome negativado no SPC e Serasa. 


Aline fez o registro de ocorrência, na 73ª DP (Neves), em junho do mesmo ano, e no final de 2018, precisou entrar na Justiça, tendo que arcar com os custos do advogado. A primeira audiência foi adiada, por falta de notificação da Promotoria ao banco. Agora, Aline aguarda para saber o que será feito.


"O Santander não me dá nenhum tipo de respaldo. Com isso, eu não posso mais aumentar o limite dos meus cartões de crédito e nem fazer financiamento, porque meu nome está negativado. Fui na agência do Rodo e a única coisa que o gerente me informou é que isso poderia mesmo ocorrer e me deu a orientação de entrar na Justiça. Eu estou arcando com algo que não fiz. Nunca vi um Camaro na vida e não tenho carro, só ando de ônibus. Sempre fui muito precavida. Tenho todo o cuidado de não passar dados por ligação telefônica e não faço compras pela internet. Não há nada que justifique isso. É vergonhoso ser negativada e ter que depender dos outros para comprar as coisas", finalizou.


O SÃO GONÇALO procurou o banco Santander que respondeu: “O Santander está tentando contato com o cliente para obter as informações necessárias para apurar o que ocorreu".

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