Funcionários do Pronto Socorro de São Gonçalo podem entrar em greve

Eles estão com atrasos salariais

Enviado Direto da Redação
Eles estão com atrasos salariais

Eles estão com atrasos salariais

Foto: Divulgação

Funcionários do Pronto Socorro de São Gonçalo ameaçam parar ainda esta semana caso os salários referentes aos meses de setembro e outubro não sejam pagos. A unidade era administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Social, da Saúde e Profissional (Idesp), mas segundo a prefeitura o contrato foi rescindido pela direção do órgão na semana passada. A decisão chegou a ser publicada no Diário Oficial e o prefeito José Luiz Nanci convocou a contratação de uma outra OS em caráter emergencial. Das empresas que apresentaram propostas, a Insaúde foi a escolhida. A empresa administra a Unidade Municipal de Pronto Atendimento (Umpa) de Nova Cidade há três anos.

O entrave foi parar na Justiça. A direção do Idesp entrou com uma ação garantindo que não rescindiu o contrato de gestão e pediu a anulação do ato assinado pelo prefeito. "O Idesp ratifica que em nenhum momento rescindiu o contrato de gestão e que não fora informado da decisão, bem como fora arrancado da gestão e gerenciamento do pronto socorro. Nenhum dos nossos funcionários foi demitido. Continuamos na gestão", garantiu o presidente do Idesp, Rui Guilherme de Souza.

Para tentar evitar a paralisação dos serviços, a prefeitura acionou o Ministério Público do Trabalho para conseguir uma liminar que autorizasse o município a pagar o salário de setembro. Mas durante a audiência realizada na última sexta-feira não houve acordo e um outro encontro foi marcado para o próximo dia 4, Sem uma decisão , a Insaúde fez uma reunião com os funcionários e realizou o pagamento do auxilio transporte.

"É uma falta de respeito com a gente, que estamos aqui dia e noite, faça chuva ou sol, atendendo a população. Temos os nossos compromissos. Temos colegas que estão com luz e telefone cortados e outros que estão quase sendo presos por não pagamento de pensão alimentícia, O pagamento saia sempre com atraso, mas recebíamos. Mas agora há muitas interrogações: vamos receber? vamos continuar contratados? quem vai nos indenizar?",- garantiu um grupo de funcionários, entre eles enfermeiros, médicos e pessoal administrativo.

Pelos últimos informes do pronto socorro, o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Social, da Saúde e Profissional (Idesp), que administrava a única unidade de urgência e emergência do município que funciona no regime "porta aberta", contabilizou até agosto a marca de 136.216 pacientes atendimentos. Paralelamente, foram realizados 221.872 exames de sangue, urina e fezes; 5.789 tomografias computadorizadas; 44.082 raio x de cabeça, tronco ou membros; 16.282 endoscopias digestivas e 16.833 eletrocardiogramas.

Desde que assumiu o pronto socorro, há 1 ano e quatro meses, o Instituto realizou na área de infraestrutura, entre outras ações, obras de reforma nas enfermarias de clínica médica, ortopedia, coronariana e de curta permanência; construção de uma nova capela mortuária; conserto do elevador; construção de três consultórios médicos e de outros três para classificação de risco; intervenção no setor de raio x, com remodelação total do setor; higienização das caixas de água e cisterna; instalação de novos bebedouros e extintores de incêndio; e manutenção corretiva em toda as redes elétrica, hidráulica e de oxigênio. Quinzenalmente, a unidade recebe higienização nas áreas internas e externas.

Nas áreas administrativa e funcional, o Idesp contratou pessoal através de regime CLT (carteira assinada) e PJ para os médicos; aquisição mensal de insumos e medicamentos; aquisição de novas camas, biombos, raio x portátil, ambulância, material cirúrgico; e  equipamentos para a enfermaria coronariana. 

Veja também