Brasil perde mais de 111 mil empregos em junho
Em junho, foram fechados mais de 111 mil postos de trabalho com carteira assinada no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o menor para meses de junho registrado desde 1992.
O número resulta da diferença entre admissões (cerca de 1,4 milhão) e demissões de trabalhadores (cerca de 1,5 milhão) e é inferior ao do mês anterior. Em maio, tinham sido fechadas mais de 115 mil vagas com carteira assinada. Segundo o ministério, no primeiro semestre, houve perda de aproximadamente 345 mil postos de trabalho. É o menor resultado para o período desde 2002. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de quase 602 mil postos de trabalho, na série ajustada.
Setores negativos - Em junho, entre os setores de atividade econômica, apenas a agricultura teve desempenho positivo, com geração de 44.650 postos de trabalho.
O resultado foi alcançado, de acordo com o Ministério do Trabalho, por motivos sazonais. O setor que mais registrou perdas de emprego foi a indústria de transformação, com o fechamento de aproximadamente 64 mil empregos com carteira assinada.
O setor de serviços foi responsável pelo corte de 39 mil postos de trabalho e o comércio teve um saldo negativo de aproximadamente 25 mil. A construção civil fechou 24 mil empregos com carteira assinada.
Ranking por regiões e estados - Apenas o Centro-Oeste registrou aumento de empregos, com abertura de 3.508 vagas. A Região Sudeste fechou com mais de 57 mil postos de trabalho; o Sul, quase 30 mil; Nordeste, cerca de 18,5 mil; e Norte, quase 8 mil.
Entre os estados, São Paulo foi o que teve o pior desempenho, com fechamento de 52,3 mil vagas, seguido pelo Rio Grande do Sul, pelo Paraná e por Santa Catarina. Por outro lado, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Goiás, Ceará e Acre tiveram resultado positivo.
