Caos por terra e por mar
Acidente na Ponte Rio-Niterói deixa vias engarrafadas e barca usada em reforço bate em píer

Embarcação usada para reforçar viagens bateu em píer da Praça XV, com 900 passageiros
Foto: DivulgaçãoA travessia da Baía de Guanabara foi tumultuada, na manhã de ontem, tanto para quem optou pela Ponte Rio-Niterói quanto para quem preferiu ir de barca. Um acidente entre um ônibus e um carro de passeio, que capotou, por volta das 5h30, fechou duas pistas da rodovia, no sentido Rio de Janeiro, por 50 minutos. Para tentar desafogar o movimento da Ponte, a CCR Barcas reforçou as saídas das embarcações. Uma delas, no entanto, ficou desgovernada quando chegava à Praça XV e bateu em um píer, deixando passageiros em pânico.
Com o acidente, motoristas que faziam a travessia na Ponte Rio-Niterói enfrentaram um longo engarrafamento. O motorista sofreu ferimentos leves e foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. O reflexo do engarrafamento chegou a RJ-104, na altura de Maria Paula, para quem tentou acessar a Ponte pela Alameda São Boaventura, no Fonseca. Já pela BR-101, a lentidão chegou ao Boa Vista, em São Gonçalo.
Por conta da colisão, a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) determinou reforço imediato no serviço de barcas para atender o aumento na demanda de passageiros. E, uma delas, a Boa Viagem, ficou desgovernada e bateu no píer da Praça XV, às 9h24, ao lado do ponto de partida das barcas que atendem o serviço Paquetá. A embarcação transportava cerca de 900 passageiros e 12 ficaram levemente feridos. Um problema técnico teria provocado o acidente.
Com o impacto da batida, parte da calçada do píer ficou danificada. Muito assustados, passageiros receberam ajuda de funcionários da CCR Barcas e de agentes da Guarda Municipal para deixar a embarcação. O auxiliar administrativo Marcelo Gomes Ferreira, 37, estava na embarcação. Ele contou que houve pânico entre os passageiros. “Eu estava na parte superior da embarcação. Como estava sentado, não me feri. Mas quem estava em pé, acabou se machucando. Não houve qualquer informação sobre a possível colisão. Estavam todos despreparados e houve muita gritaria. Para deixarmos a embarcação, usaram uma espécie de rampa que foi colocada entre a barca e a mureta”, contou.
Técnicos da Agetransp, Setrans e Procon foram ao local para apurar as causas do acidente e aplicar as devidas punições à concessionária.