Rio tem plano contra baloeiros

Denúncias anônimas sobre locais de confecção e soltura rendem recompensas de até R$2 mil
Foto: DivulgaçãoPor Dayse Alvarenga e Matheus Merlim
A temporada de festas juninas reserva, além da boa comida típica, um problema crônico: a prática de soltar balões. Mesmo sendo considerado um ato ilegal, baloeiros insistem em burlar o Código Penal e ainda põem em risco a vida da população que mora no entorno dos locais escolhidos para a prática criminosa. E para evitar que tragédias aconteçam, está em vigor até setembro a campanha “Disque-Balão”, na qual quem denunciar locais de soltura, confecção e comercialização de balões, além de grupos de baloeiros, poderá receber recompensas de R$300 a R$2 mil.
Para contribuir com informações, a população pode denunciar em todo o Estado do Rio através do telefone 0300 253 1177 (custo de ligação local), do Disque Denúncia tradicional (2253-1177) ou no próprio Comando de Polícia Ambiental (CPAm) pelo número 2334-7634. O anonimato é garantido.
De acordo com o comandante de Polícia Ambiental do Estado, coronel André Vidal, é realizado patrulhamento efetivo em São Gonçalo, Niterói e Maricá para combater a ação desses grupos.
“Nesta época do ano aumenta a incidência de balões, mas montamos um plano para combater a prática. Estamos fazendo patrulhamento efetivo por terra, pelo ar com helicópteros e pelo mar, para controlar a soltura de balões. Contamos também com a ajuda fundamental da população para denunciar os casos”, disse o coronel.
Desde a extinção do Batalhão de Polícia Florestal, que funcionava na Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, foram criadas as chamadas Unidades de Polícia Ambiental (UPAm). A guarnição que corresponde ao perímetro da Região Metropolitana é da Serra da Tiririca (6ª UPAm), uma das 10 unidades de conservação do Estado.
Segundo o coronel Vidal, o mais agressivo dos acidentes ocasionados pelos balões é o incêndio em áreas rurais, que torna-se ainda pior nas urbanas.
“O balão é uma bomba incendiária à mercê dos ventos. Nesta época, que temos poucas chuvas, a vegetação fica seca, podendo causar uma grande queimada. Na casa das pessoas, é ainda mais grave”, alerta o comandante.
Punição - Segundo a Lei 9605/98, fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano é considerado crime ambiental. Infringir esta determinação, pode culminar em multa e detenção, cujo tempo varia de um a três anos.