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Destaque no futebol americano

Gonçalense de 15 anos joga em clube exclusivamente feminino em Chicago

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 22 de junho de 2015 - 11:39

Rafaela tem na mãe Lucia, que jogou handebol, uma inspiração para gostar tanto do esporte

Foto: Luiz Nicolella

Por Elena Wesley

Enquanto as brasileiras brilham, sem muita divulgação, na Copa do Mundo de Futebol Feminino, no Canadá, a gonçalense Rafaela Bastos, de 15 anos, também desponta como um talento do Team Chicago Brasil, clube americano exclusivamente feminino e com foco na preparação de atletas para aquisição de bolsas de estudo no exterior através do esporte.

Pela equipe do Chicago, a lateral, que alterna os lados direito e esquerdo, teve a chance de participar de intercâmbios nos Estados Unidos em 2014 e em 2015. Um choque para quem conhece a realidade do futebol feminino no Brasil.

“Fiquei encantada diante do investimento que as instituições fazem no esporte. Somente a sede da Disney, onde conquistamos o vice-campeonato da ‘President’s Day Soccer Festival’, na Flórida, tem dois complexos com cinco campos cada. Até os parques públicos possuem gramados de qualidade. É tudo muito organizado também. Cada categoria tem quatro times, que disputam torneios diferentes, para que nenhum atleta fique parado”, contou a adolescente.

Embora concilie com maestria as tarefas da escola e os treinos e competições em campo e em quadra (ela também joga vôlei), a estudante do segundo ano do ensino médio tem pela frente um momento decisivo: optar por uma das grandes paixões.

“É difícil ter que escolher entre um e outro. Cada treinador tenta pressionar para um lado. O futebol soma mais vantagens por oferecer a oportunidade de estudar nos Estados Unidos, mas pode ser que apareça alguma grande chance no vôlei nesse processo”, avaliou Rafaela, que pretende se candidatar ao curso de Engenharia Aeroespecial, um dos mais concorridos do país.

Paixão que vem de berço

Mas a paixão pelo esporte é ainda maior ao saber que Rafaela praticou sete modalidades ao longo da infância e sua mãe foi atleta.

“Ela fez um pouco de tudo: capoeira, judô, natação, tênis, basquete, handebol, mas acabou se identificando mais com o vôlei e o futebol”, conta Lúcia Bastos, campeã de handebol pelo extinto Mauá/Universo e diretora geral do Colégio Santa Terezinha, no centro de São Gonçalo.

E os poucos anos de idade contrastam mesmo com a extensão do currículo da menina. Da quadra da escola, Rafaela seguiu para o Niterói Vôlei Clube, pelo qual disputou as primeiras competições estaduais e nacionais, aos 11 anos, e de lá para as equipes cariocas Vasco da Gama e Botafogo, no qual treina atualmente como líbero. Neste mesmo período, trocou a quadra do futsal pelo gramado do futebol de campo, após convite do Team Chicago Brasil.

Fã número um ao lado do pai de Rafaela, o mestre de capoeira Sérgio Henrique Costa, Lúcia confessa que também se realiza como atleta ao ver o sucesso da filha.

“Tinha o sonho de ser como a ginasta romena Nadia Comaneci. Porém, com outros 10 filhos para criar, minha mãe não tinha como me acompanhar nos treinos. Com a Rafaela, vou a qualquer lugar, nunca perdi uma partida. Tenho muito orgulho!”, disse a mãe ‘coruja’.

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