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Idosa é xará no nome e na irreverência de Dercy

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 21 de junho de 2015 - 12:38

Por Marcela Freitas

Não por coincidência Dolores Roman da Silva, de 86 anos, ganhou o mesmo nome de batismo da comediante mais famosa do Brasil: Dercy Gonçalves. Irreverente como a original, a idosa esbanja vitalidade e alegria e é a quinta personagem da série de O SÃO GONÇALO sobre histórias de residentes do Abrigo Cristo Redentor, na Estrela do Norte, entidade sem fins lucrativos e que passa por grave crise financeira, principalmente por falta de repasses públicos por parte do Governo do Estado.

Dolores chegou ao abrigo em 2011 levada por familiares. Logo se adaptou à rotina e fez muitos amigos e conquistou também muitos admiradores. Neste período, a idosa garante que já teve quatro namorados, todos residentes da entidade.

Acreditando no amor, ela diz ter sido feliz em seus relacionamentos, mas afirma que não existe fórmula perfeita para ser feliz.

“Eu casei a primeira vez e tive duas filhas. Não deu certo e conheci aquele que foi meu grande amor. Ficamos casados por 50 anos até que ele morreu em meus braços. Por ele, enquanto tiver viva, vou continuar acreditando no amor”, disse.

Muito espontânea, Dolores conta como conheceu seus namorados. “Todo mundo gosta de mim. Sou muito alegre e comunicativa. Meu sorriso encanta. No entanto eu termino um relacionamento e já engato outro. Agora estou namorando e gosto muito dele. Tanto que poderia até casar. Mas se não der certo, paciência, encontraremos novos pares”, brincou.

Apesar de uma liberalidade aparente, a simpática idosa estudou na sua cidade natal Petrópolis, Região Serrana do Rio, em colégio de freiras após a perda da mãe aos 6 anos. Somente aos 22 anos, veio morar em São Gonçalo com o pai e a madrasta.

Pouco depois, ela se casou e teve suas filhas. O casamento não deu certo e, para trabalhar, ela deixou as crianças aos cuidados da ex-sogra. Na época, ela foi trabalhar em um hospital já extinto em Niterói e, foi lá, que ela conheceu o grande amor da sua vida.

“Ele estava internado e quando recebeu alta fui embora do hospital com ele. Trabalhamos como caseiros em uma casa em Itacoatiara, Região Oceânica, e a convivência me fez ver que além de marido, ele era amigo, pai e companheiro”, contou.

Após a morte do marido, ela foi acometida por catarata. Debilitada, Dolores foi morar com parentes que ela não tinha contato há mais de 50 anos, mas acabou não se adaptando.

“Eu vejo sempre as minhas filhas e gosto do convívio com elas, mas não quero sair daqui. Eu sou querida por todos. Temos um tratamento espetacular. Me sinto bem. Tenho o meu cantinho e muitas amigas. Aqui sempre me divirto”, argumentou Dolores.

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