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Família cria vaquinha para tratamento de criança com hidrocefalia

A cirurgia custa R$ 16 mil

relogio min de leitura | Redação 14 de outubro de 2019 - 12:35
A cirurgia custa R$ 16 mil
A cirurgia custa R$ 16 mil -

Daniela Scaffo 

Há cinco meses, o pequeno Enzo Raphael Nogueira de Araujo luta para viver. O menino nasceu após 30 semanas de gestação, pesando apenas 1,150 kg e sofreu uma hemorragia intracraniana, na qual evoluiu uma hidrocefalia.

Por causa do aumento da cabeça, Enzo desenvolveu uma assimetria na crânio chamada plagiocefalia, que está impedindo o crescimento normal do cérebro. Para corrigir a deformidade, o pequeno necessita de uma órtese craniana, que é uma espécie de capacete.

Entretanto, o tratamento não é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, os pais de Enzo, a dona de casa Tathiany Mary Nogueira, de 31 anos, e Luciano Santos de Araújo, 37, resolveram criar uma vaquinha para custear todo o acompanhamento com a órtese e transporte, que custará cerca de R$ 16 mil, em uma clínica na Barra da Tijuca. Até o momento, 33% da meta já foi alcançada.

Segundo Tathiany, que mora em Santa Catarina, São Gonçalo, ela teve uma gestação de gêmeos, porém, perdeu um dos bebês, ficando apenas o Enzo. O pré -natal foi de alto risco. No dia 5 de maio, a dona de casa passou mal, teve um descolamento de placenta e foi para o hospital. O menino nasceu no dia seguinte, por meio de uma cesariana.

"O Enzo nasceu no Hospital da Mulher, em São Gonçalo, e rapidamente ele foi transferido para uma maternidade particular, em São Francisco, sendo lá conveniada com o SUS. Fui para o hospital no mesmo dia que tive alta. O Enzo já fez seis operações: ele teve retinopatia da prematuridade nos olhos, operou para não perde a visão e também teve duas hérnias. Agora colocou uma válvula para drenagem do liquor para o abdômen", explicou Tathiany.

Mãe de outros quatro filhos, de 14, 12, 9 e 6 anos, e sem condições financeiras de arcar com os custos do tratamento, Tathiany foi orientada por uma médica a fazer uma vaquinha. Enzo, até o momento, está internado na unidade hospitalar.

"Esse tratamento é muito importante para meu filho e não temos condições de pagar. Moramos de aluguel, eu estou desempregada e meu esposo faz bico de churrasqueiro, porteiro, zelador, serviços gerais, garçom... De tudo um pouco. Passamos necessidades e graça a Deus eu pego cesta básica na igreja", finalizou a mãe.

Quem quiser ajudar a família, pode colaborar através do link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajudando-o-pequeno-enzo-raphael ou através do telefone 9 9724 9546.

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