Dislexia: se combate com informação e tratamento
A dislexia é considerada um transtorno específico de aprendizagem

Por Jhenifer Lima*
A dislexia é um transtorno de aprendizagem da leitura e do reconhecimento de alguns símbolos gráficos que afeta até 15% da população mundial.
Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração.
Ana Carolina Costa, de 36 anos, pedagoga e coordenadora-pedagoga do Colégio Progressinho, em São Gonçalo conta que o transtorno começa a ser observado na alfabetização da criança. Segundo a professora, a lentidão na leitura e dificuldade de compreender como é a palavra estudada podem ser os primeiro sinais da dislexia. Ana Carolina também explica que existe a dislexia adquirida, onde o paciente após algum trauma cerebral apresenta dificuldade na leitura e também há a dislexia do desenvolvimento que é uma condição genética e hereditária.
''A importância da Conscientização da dislexia, comemorado faz menção a seriedade deste assunto, tanto no meio familiar, quanto no meio educacional. Urge salientar, aos pais que precisam compreender mais sobre a funcionalidade do seu filho, a aceitação deles no processo escolar, sem serem rotulados, intitulados como portadores de uma “doença”. Pessoas com dislexia com acompanhamento de uma equipe multiprofissional (professores, psicopedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos), conseguem grandes avanços.'' afirma a professora.
O dia mundial da dislexia é celebrado popularmente no dia dez de outubro. Porém a lei Federal n°13.085 decreta que o Dia Nacional de Atenção da Dislexia deve ser comemorado no dia 16 de novembro de cada ano.
O Colégio Progressinho planeja realizar um dia de reflexão neste mês com alunos do ensino fundamental I. Os estudantes realizarão uma pesquisa de campo, buscando nome de personagens famosos que tem a dislexia. Já na educação infantil e 1º ano será usado o livro infantil “João, Preste atenção”, da autora Patrícia Secco que aborda o transtorno.
Para a pedagoga, os maiores desafios são a falta de informação de alguns professores, que promovem uma má alfabetização de uma criança com dislexia e rotulam o aluno como preguiçoso ou desatento e também, a negação dos pais quanto os resultados do aluno, levando o assunto às questões apenas comportamentais.
*Estagiária sob supervisão de Sérgio Soares