Dólar R$ 5,0665 | Euro R$ 5,8376
Search

Cultura do ‘Faça Você Mesmo’ cai na graça do povo e vira solução para economizar

O DIY (Do it Yourself) tem conquistado cada vez mais brasileiros

relogio min de leitura | Redação 05 de outubro de 2019 - 08:10
Dona da Loja Tretti, Amanda Morbeck decorou o seu negócio com objetos transformados por ela
Dona da Loja Tretti, Amanda Morbeck decorou o seu negócio com objetos transformados por ela -

Por Thalita Queiroz*

Um caixote de feira que pode virar estante, um banquinho velho que fica novo com uma mão de tinta e os palletes que servem para esquadro de cama. Essa é a transformação que a cultura do “Faça Você Mesmo” pode oferecer para quem não está podendo ter grandes gastos com decoração. Esse estilo de cultura chegou nos anos 2000 no Brasil, mas seus seguidores começaram a criar e trazer grandes evoluções, somente nos últimos 10 anos.


A ideia do “Faça Você Mesmo” é incentivar cada vez mais pessoas a começarem a produzir seus próprios objetos, seja de decoração ou para outros fins. As roupas também ganham vez junto com a customização, recurso que anteriormente era muito utilizado pelas pessoas de mais idade para transformar calças em bermudas, ganha agora um toque mais refinado. Artifícios como lantejoulas, tecido nos bolsos e calças rasgadas no joelho se tornaram uma opção para qualquer pessoa que tem a vontade de mudar, sem restrição de idade.


Esse movimento também pode ser chamado de ‘Movimento Maker’ ou, muito conhecido pelos jovens como o DIY (Do It Yourself, tradução: Faça Você Mesmo). Na graça dos jovens, esse movimento ganhou espaço nas redes sociais, principalmente no Youtube. Através da plataforma de vídeos as pessoas começaram a fazer vídeos mostrando o passo a passo de algum item.


Amanda Morbeck é uma das adeptas ao “Faça Você Mesmo”, com 28 anos, ela tem uma loja de roupas mas também já se aventurou em blog e canal no Youtube, mostrando formas de deixar um simples objeto com a cara do seu dono. “Eu sempre gostei de deixar meus objetos e roupas com a minha cara, com isso fui aprendendo alguns truques e dei início ao meu blog e a um canal no Youtube. Ensino para os seguidores a fazer uma decoração de quadro, um tapete, itens para escritório e até customizar roupas”, conta Amanda que tem um canal com o seu nome.


Agora que ela abriu sua própria loja de roupas, a Loja Tretti (Instagram: @lojatretti), a moça revela que não deixou o ‘DIY’ de lado. “Sempre arranjo uma forma de conseguir modificar alguma coisa, as luzes do espelho da loja foi eu quem fiz e a parede eu decorei com adesivos”, conta ela que se formou em Recursos Humanos mas que seguiu um caminho diferente do tradicional da sua área.


Amanda conta que uma das coisas mais legais que ela conseguiu fazer com a cultura do “Faça Você Mesmo” foi quando ela ensinou a produzir uma iluminação para os fotógrafos. No ano em que ela fez, o objeto não era tão popular assim e custava muito caro. “Eu que fiz tudo da luminária com um valor total de R$ 50, foi muito mais barato e fez um grande sucesso”, lembra ela orgulhosa. 


A empresária deixou claro que é preciso se aventurar nesse meio e que antes de falar que não vai conseguir, é preciso tentar. “Eu acredito que todo mundo é capaz, não adianta ter medo e achar que não vai dar certo, só tentando mesmo”, incentiva ela que afirma que os custos são bem menores e os itens podem ser exclusivos para quem fez. 


Hoje, a internet conta com um vasto material de ensino para as pessoas que nunca colocaram a mão na massa e ensinam o passo a passo de forma didática e simples. Um dos fatores que mais chamou a atenção das pessoas para esse movimento foi o seu baixo custo. Em festas de aniversários, chá de bebê e até em casamentos, os itens reaproveitados ou criados, oferecem um charme extra. 


A Mariana Sodré, de 21 anos, tem 80% da sua casa com materiais recicláveis e feitos com um baixo custo. Ela, que é formada em Turismo, conta que geralmente aproveita alguma coisa quebrada ou do lixo e transforma em um objeto útil. “Eu penso muito na questão ambiental mas confesso que o fato do baixo custo é um atrativo a mais para mim. Minha escrivaninha, os armários da cozinha e a cabeceira da minha cama são tudo de DIY”, conta ela. 


A jovem revela que contagiou toda a sua família com suas ideias de transformações de objetos. “Meu pai e minha namorada me ajudam muito, na verdade eu dou a ideia e eles que executam a maior parte”, diz ela que começou a fazer parte do movimento quando teve que morar sozinha, há 4 anos atrás e após ver muitos vídeos no Youtube e pesquisar em aplicativos com esse tipo de conteúdo, conseguiu desenvolver grandes ideias sem muito trabalho.


* Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas

Matérias Relacionadas