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Nos palcos da vida: As novas divas da música em Niterói

Ambas viram a música entrar de forma natural em suas vidas

relogio min de leitura | Redação 22 de setembro de 2019 - 10:54
Marcele Veríssimo, de 18 anos, começou a cantar aos 4 e fez seu primeiro show aos 7
Marcele Veríssimo, de 18 anos, começou a cantar aos 4 e fez seu primeiro show aos 7 -

Duas jovens moradoras de Niterói encantam pelo talento musical e desenvoltura. Marcele Veríssimo, de 18 anos - que é natural da Zona Oeste do Rio, mas atualmente mora no Caramujo, Zona Norte da cidade sorriso - conquista com interpretações do mundo pop e R&B (Rhythm and blues).

A menina começou a cantar aos quatro anos e se apresentar aos sete, quando fez o seu primeiro 'show' na quadra central do bairro Caramujo, interpretando o samba-enredo Aquarela do Brasil, composto por Silas de Oliveira para a agremiação Império Serrano. Segundo Marcele, foi com essa apresentação, que ela se apaixonou pelos palcos. 

"Foi ali que me apaixonei pelos palcos, pela sensação de transmitir um sentimento para o público. A partir dali, fui crescendo no samba e depois fui migrando para o soul, jazz, R&B e pop, mas o samba ainda tá aqui comigo e também me apresento cantando ele", contou a cantora.

Em 2016, Marcele teve a oportunidade de ir para a França, a partir de um projeto social do Caramujo. No país europeu, ela conta que conquistou mais experiência no âmbito teatral e aprendeu a se expressar diante da plateia.

"Aprendi a me comportar, interpretar, sentir a música... Foi uma experiência muito importante para mim. Também fiz muitos vídeos cantando rap, pois também sempre tive facilidade e o meu público foi crescendo a partir disso. Depois fui mostrando nos vídeos outras vertentes musicais que eu também sabia executar. Hoje em dia sigo me apresentando, fazendo meus shows e crescendo de pouquinho em pouquinho", emendou.

Como referências musicais, Marcele carrega nomes como Beth Carvalho, Nelson Sargento, Roque Ferreira, Arlindo Cruz e Clara Nunes, no mundo do samba. Já no jazz, soul e R&B, a menina se inspira em Etta James, Steve Wonder, Sam Cooke, Smokey Robinson, Jorja Smith e Ella Mai.

O talento foi herança de família. A avó da cantora também gostava de cantar, mas Marcelle explica que não recebeu tanta influência da carreira dela. 

"Como eu era bem nova, não recebi tanta influência da carreira da minha avó. Mas, acredito eu, que eu desenvolvi esse gosto pela música por meus pais sempre colocarem musicas bem diferentes para eu ouvir quando era bebê. Eles colocavam opera, MPB. bossa nova, músicas internacionais. Continuei recebendo esse incentivo deles até eu me identificar como cantora. Foi algo natural, não teve um porquê específico", explicou.

Apesar de escrever suas próprias letras, a cantora conta que ainda não teve a oportunidade de gravar nenhuma.  Para o futuro, Marcele diz que os planos são dar continuidade na vida acadêmica. 

Atualmente, a jovem cursa formação de professores, no colégio IEPIC, em Niterói. Esse ano, ela se formo e sou fica capacitada para dar aulas da educação infantil até o quinto ano do ensino fundamental.

"Na vida acadêmica eu queria fazer algo que não fosse relacionado com a música, pois eu sempre gostei de estudar, mas que também não passe longe. O curso de letras com a língua inglesa eu acho uma boa, pois expandiria meu vocabulário e além disso seria uma opção se a música não der certo. as vezes a gente batalha mas não rola, então a minha formação seria como uma válvula de escape também, algo que eu sou boa e que eu teria chances no mercado de trabalho aqui e fora do país. Durante isso, também gostaria de poder seguir na carreira musical, fazendo meus shows e evoluindo", declarou Marcele.

Quem quiser ter a oportunidade de ouvir Marcele Veríssimo cantando, pode ir a uma de suas apresentações. No próximo dia 29, ela estará no Jorto do Fonseca, às 19h. Já no dia 16 de outubro, a jovem vai estar no trevo de Piratininga, com o projeto Arte na Rua.

Liza da Matta transita entre a música e o teatro

Liza da Matta, de 20 anos, também viu a música entrar de forma natural na sua vida. Foi com quase a mesma idade de Marcele, aos três anos, que a jovem com carreira promissora chamou atenção da família, ao cantar a música Ave Maria pela casa.

Aos oito anos, Liza explica que começou a montar teatrinhos e escrevia algumas canções quando estava na casa de sua avó. As músicas eram para comemorar o dia dos pais, Natal, Páscoa, entre outras dadas comemorativas.

"A família foi percebendo o quanto eu estava envolvida com arte, e com nove anos, minha avó me botou na aula de piano. Dois anos depois, minha mãe me levou pra aula de canto e foi lá, junto da professora Fátima Regina, que eu tive minhas primeiras experiências musicais. Participei de apresentações com artistas consagrados, gravei vários jingles pra empresas conhecidas e participei do CD da XUXA - XSPB12", relembrou Liza, que transita pelos gêneros MPB, pop e R&B.

Durante esse período, a menina conta que participou e fez diversos cursos de teatro musical e acabou se envolvendo com a arte cênicas. Até que em 2017, Liza conheceu o cantor e compositor Vini Arouca, que foi quem a despertou pra área da composição.

"Desde então, comecei a escrever minhas musicas e no dia 13 de setembro de 2019, eu lancei meu primeiro single 'Passo em Falso', pelo selo ‘Seta Reta’ de Rulio Salinas, que é quem tá me ajudando a entender um pouco mais de empreendedorismo e a dar esses primeiros passos no mercado musical. A composição é minha junto de Filipe Knust e Fátima Regina. A música foi produzida pelo pessoal da 48kProduçaoMusical e com a direção vocal de Gilberto Chaves", contou a atriz, cantora e compositora.

A maior referência musical feminina brasileira de Liza, é Elis Regina. Ela explica que o jeito que a cantora interpretava as músicas a deixa fascinada. De influências internacionais, Liza tem como referência a Alicia Keys e a Nina Simone. Segundo a jovem, não é penas pelo piano, mas pela técnica vocal, o estilo de música/composição e a interpretação das mulheres.

"Agora que senti o gostinho de produzir e lançar música, só quero isso pro meu futuro", brincou e emendou: "Bom, eu quero seguir com minha carreira, cantar e compor muito, fazer musicais... Quero estudar mais a voz, aprimorar mais as composições e entender um pouco mais de mercado e empreendedorismo. Estar envolvida com a arte sempre me fez bem e eu estarei com ela enquanto o tempo for tempo", finalizou a jovem, que morou nos bairros Zé Garoto e Neves, durante a infância, depois se mudou para Porto Novo, atualmente mora em Niterói e está indo para São Paulo seguir a carreira.

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