Terreno com lixo e mato alto no Boaçu preocupa moradores
Área abandonada facilita a proliferação de mosquitos transmissores de doenças

Por Daniela Scaffo
Moradores do Boaçu, em São Gonçalo, estão preocupados com a situação de um terreno que vem sendo usado irregularmente na Rua Judith Bahiense. Segundo a população, o local está sendo utilizado como uma oficina e há muito mato, o que acaba proliferando mosquitos vetores.
A professora aposentada Maria de Lourdes Silva Pinto Duques Estrada, de 69 anos, foi uma das prejudicadas com o abandono do terreno. Ela contou que teve que colocar tela em todas as portas e janelas, para evitar que insetos entrassem na sua casa.
"Há quase dois anos contraí chikungunya e estou com sequelas até hoje. O terreno é usado como uma oficina, mas há diversos lixos pelo quintal, além de mato. Com isso, prolifera muitos mosquitos e ratos aqui na minha casa", contou Lourdes, que gastou mais de R$700 para colocar telas na casa.
A aposentada ainda contou que uma funcionária que trabalha em sua casa também acabou contraindo a doença. A filha de Lourdes, que é pessoa com deficiência, Pamela da Silva Pinto Duque Estrada, de 27 anos, só não pegou o vírus devido à prevenção constante de sua mãe, com aplicação de repelente na pele.
"Graças a Deus a minha filha não pegou esse vírus, mas eu passo o dia inteiro aplicando repelente nela. Eu cuido da minha casa, do meu quintal, mas isso não adianta nada se os vizinhos não fizerem a sua parte", declarou.
Questionada, a Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Saúde, informou que "uma equipe da Vigilância Ambiental irá ao local para avaliações e cumprimento das medidas cabíveis".