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Retirada de árvores em Tribobó preocupa moradores

Vegetação está sendo retirada para construção de prédios onde funcionava centro esportivo

relogio min de leitura | Redação 27 de agosto de 2019 - 15:18
Moradores afirmam que o aterro que está sendo retirado do terreno está sendo despejado irregularmente na Rua Olivia Lopes
Moradores afirmam que o aterro que está sendo retirado do terreno está sendo despejado irregularmente na Rua Olivia Lopes -

Por Daniela Scaffo

O que acontece na Amazônia também está causando preocupação na população gonçalense. O tema de desmatamento, tão debatido entre os brasileiros nas últimas semanas, levou os moradores de São Gonçalo a denunciarem o corte de dezenas de árvores na Rua Dalva Raposo, em Tribobó. 

Segundo a denúncia, a vegetação está sendo retirada por conta da construção de prédios de apartamentos onde funcionava um centro esportivo.

"Não sabemos qual empresa está responsável pela construção, mas isso precisa ser averiguado, para ver se eles tinham autorização para o corte de dezenas de árvores. Eram várias mangueiras, que existiam no terreno, derrubaram todas", informou uma pessoa, que preferiu não se identificar.

Agora, moradores da região também afirmam que o aterro que está sendo retirado do terreno está sendo despejado irregularmente na Rua Olivia Lopes, próximo a Rua Dalva Raposo.

"Essa aterro está descendo em direção ao rio e pode causar estragos ainda piores para a população. Imagina se assoreia o rio, impedindo o fluxo da água?", concluiu o morador.

A Direcional Engenharia, responsável pela construção, informou que possui todas as licenças junto aos órgãos ambientais e a Prefeitura para o corte das árvores da obra do empreendimento em questão, em São Gonçalo.

Com relação ao aterro, a empresa esclareceu que não é de sua responsabilidade e que o descarte que promove, acontece em locais legalizados e apropriados. 

Já a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que o empreendimento possui licença de instalação que autoriza a supressão arbórea. Devido a este fator, foi assinado um termo de compensação ambiental, que já está sendo cumprido, prevendo o plantio de 332 árvores na recém criada Área de Proteção Ambiental (APA) de Maria Paula, denominada Estância de Pendotiba. As árvores são originárias da Mata Atlântica. 

Em relação à denúncia sobre o aterro, a Secretaria de Meio Ambiente irá enviar uma equipe de fiscais nesta terça-feira (27) para averiguar a situação e tomar as providências necessárias. 

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