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Família busca justiça para criança que foi eletrocutada por fio de alta tensão

Menino teve 60% do corpo queimado e precisou amputar o braço direito

relogio min de leitura | Redação 08 de agosto de 2019 - 09:33
O pequeno Adrian teve 60% do corpo queimado e precisou amputar o braço direito
O pequeno Adrian teve 60% do corpo queimado e precisou amputar o braço direito -

Por Thalita Queiroz*

O caso do menino de apenas 7 anos, que foi eletrocutado por um cabo de energia da Enel, no dia 29 de abril deste ano, no bairro Almerinda, enquanto brincava na rua, está sem um desfecho e família busca por justiça. O filho do Alexandre Cardoso, o pequeno Adrian, teve 60% do corpo queimado e teve que amputar o braço direito. A criança ainda se encontra internada e atualmente, e a família continua na luta para que os responsáveis pelo acidente, possam dar suporte após ele receber alta médica.

Segundo o pai Alexandre, de 39 anos, a concessionária Enel foi irresponsável  ao deixar os fios elétricos soltos na rua, sem planejar um reparo rápido para o problema. “Um dia antes do acidente (28 de abril), teve uma ventania muito forte lá na rua e alguns fios ficaram soltos. Começamos a ligar para a Enel, a equipe foi na rua e disseram que iriam voltar para resolver, mas não deu tempo”, lembra Alexandre. 

Adrian, estava no portão de casa brincando com outras crianças, quando foi atingido pelo fio. A criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em seguida foi para o Hospital Geral e atualmente está internado no Hospital das Clínicas de Niterói (HCN), transferência feita pela Enel. Adrian está em processo de adaptação, passou por um processo de enxerto nas pernas e espera uma cicatrização das feridas. Os médicos informaram aos pais que a criança não corre risco de vida, mas que ainda não há previsão de alta. 

Hoje, o pai e a mãe do menino largaram os respectivos empregos para se dedicarem a rotina de estar no hospital, acompanhando o tratamento, e passam por dificuldades. “Desde o ocorrido  estamos  em contato com a assessoria  jurídica da Enel e queremos saber se vamos ter amparo deles após a saída do meu filho do hospital", diz o pai. 

Adrian tem acompanhamento de psicólogos  do hospital para conseguir lidar com o acidente e recebe um amparo da assistente social da Enel. “Meu filho era uma criança animada e cheia de energia, quero saber como vai ser quando ele sair daqui”, completa Alexandre.

O que família do pequeno Adrian deseja hoje, é que ele possa voltar para casa bem, e, que os pais tenham condições de custear os medicamentos e outros gastos do menino. 

Audiência Pública -  Hoje (8), às 9h45, acontecerá uma audiência pública da Enel na Câmara Municipal de São Gonçalo para debater a prestação de serviço da companhia elétrica, assim como as contas abusivas e cobranças indevidas. Através de uma mensagem no Whatsapp que acompanha a divulgação da audiência pública, um morador afirma “Vamos todos unidos pelo guerreiro Adrian, pois por negligência e a péssima prestação dos serviços  da Enel, bem como a inobservância do dever em realizar determinado procedimento com as precauções necessárias, acarretou o acidente com Adrian. Todos juntos pelo Adrian!”

Enel-  Na época do acidente, no dia 30 de abril, a assessoria de imprensa informou que “A Enel Distribuição Rio lamenta profundamente o acidente ocorrido em Almerinda, São Gonçalo. A distribuidora está oferecendo assistência médica à criança e apoio à família. Um médico e uma assistente social da empresa estiveram no Hospital Estadual Alberto Torres na tarde desta terça-feira e estão acompanhando o tratamento para tomar as medidas necessárias. A empresa está apurando as circunstâncias do acidente.”

Entramos em contato com a Enel para receber um novo posicionamento referente ao questionamento do pai do menino, sobre o suporte após a saída de seu filho do hospital e eles informaram que "A Enel Distribuição Rio esclarece que está prestando assistência médica à criança e apoio à família desde a data do acidente. A companhia reforça que imediatamente após a criança ter condições clínicas para transferência segura, efetuou a transferência para o CHN, em Niterói, onde ele está sendo tratado por uma equipe médica especializada no tratamento de queimaduras. Todas as despesas com o tratamento clínico estão sendo pagas pela Enel. Além disso, a empresa está arcando com os custos de alimentação e transporte da família. A companhia ressalta que seguirá dando assistência".

*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas

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