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Moradores temem que tubulação de gás se rompa e cause acidentes no Jardim Catarina

Para especialista, no entanto, chance de acidente é mínima

relogio min de leitura | Redação 05 de agosto de 2019 - 13:01
Tubulação corta as ruas Adelaide Lima e Elvis Preslei
Tubulação corta as ruas Adelaide Lima e Elvis Preslei -

Por Daniela Scaffo

Moradores do Jardim Catarina, em São Gonçalo, temem que uma tubulação de gás que corta as ruas Adelaide Lima e Elvis Preslei acabe vazando, estourando e causando um acidente. Apesar do temor, especialistas da área apontam que o risco disso acontecer é quase nulo.

Em quase toda extensão das ruas, é possível notar avisos, com marcos balizadores de linha, de que uma canalização de gás corta as vias. Em certo ponto, uma tubulação de água exposta perto do aviso de gás natural causou temor nos moradores.

Segundo o sonoplasta Uilliam Sabino, de 42 anos, a tubulação em questão está visível há, pelo menos, cinco anos. Ele explicou que seu receio é devido um acúmulo de lixo no local.

"As pessoas jogam lixo no local e acaba acumulando. Depois de certo tempo, os próprios moradores colocam fogo. Isso acontece constantemente e pode acabar acontecendo um acidente. Além disso, estacionam muitos tanques d'água em cima da tubulação frequentemente", contou Uilliam.

O pedreiro Antonio Carlos Paulinho, 63, contou que mora no local há 19 anos e nunca viu mudanças na rua.

"Aqui sempre foi assim, abandonado. Antes do asfalto era ainda pior. Agora temos essa tubulação de água exposta, de tanto que as máquinas passam aqui para raspar esse lixo acumulado", disse.

O professor universitário, perito em meio ambiente e administrador Pando Angeloff Pandeff, informou que o chorume decorrente da composição de matéria orgânica é baixo no local e, não tem propriedades químicas para gerar corrosão na tubulação.

"O chorume não gera ácido o suficiente para corroer a tubulação de gás, que é de polímero composto, flexível e possivelmente formado por camadas de proteção para dar flexibilidade e resistência a tubulação Essa linha é de baixa pressão, e que ao chegarem a um posto de combustível, por exemplo, o gás é recebido e pressurizado para abastecimento veicular. Se fosse uso industrial, da mesma forma uma central de pressurização seria necessária", informou.

Pando ainda explicou que o grande problema do gás é ele, em casos de vazamento, estar acumulado, em áreas confinadas, e entrar em contato com uma fonte de ignição que pode fazer com que ele acabe incendiando e causando uma explosão, e eventualmente incêndios. Porém, no caso do Jardim Catarina, como está em tubulação não está exposta e a localidade ventilada, as chances de ocorrer uma explosão em caso de pequenos vazamentos que possam ocorrer, caso a linha seja rompida é muito pequena.

"O elemento fósforo no processo de decomposição do 'lixo' é que poderia gerar uma ignição para essa explosão é inexpressivo, mas é uma possibilidade muito pequena pelo volume de chorume que tem acumulado no Jardim Catarina. A possibilidade de ignição por outra fonte, como alguém chegar ali e fazer uma obra, colocar uma retroescavadeira e o gás vazar, em contato com o motor quente, pode ocorrer. Mas é análise de risco e nas condições do terreno é praticamente nulo. O risco sempre existe, mas a chance é muito pequena" para o caso em questão, finalizou.

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