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Imigrantes ‘adotam’ Brasil como segunda casa

Alexandre Singá está no país há 3 anos

relogio min de leitura | Redação 02 de agosto de 2019 - 09:25
Segundo pesquisa do site EBC Brasil já recebeu 1,1 milhão de imigrantes e 7 mil refugiados
Segundo pesquisa do site EBC Brasil já recebeu 1,1 milhão de imigrantes e 7 mil refugiados -

Por Thalita Queiroz*

Segundo pesquisa divulgada pelo site EBC no começo deste ano, o Brasil já recebeu 1,1 milhão de imigrantes e 7 mil refugiados. Os desafios que eles enfrentam no Brasil são grandes mas em Niterói a receptividade e projetos sociais foram fundamentais para que essas pessoas possam iniciar novas histórias em um novo lugar. Vindo da República Democrática do Congo há 3 anos, o jovem Alexandre Singá, encontrou em Niterói uma oportunidade de iniciar novos caminhos.

O imigrante sempre teve o sonho de ir para outro país em buscar melhores condições de estudo.“Minha irmã descobriu que no Brasil havia um processo seletivo para entrar na Universidade Federal Fluminense (UFF).” conta ele.

Após conseguir passar por todas as etapas, o jovem chegou ao Brasil determinado a traçar novos rumos em sua carreira. Largou o curso de economia e deu início ao curso de publicidade. “Quando eu cheguei aqui, liguei para a minha mãe e a primeira coisa que falei foi que nem parecia que eu havia mudado de lugar. Algumas coisas daqui são bem parecidas com o Congo.”

Mas segundo experiências vividas pelo mesmo, ele relatou que viveu algumas situações desconfortáveis. “Uma vez, dentro da sala de aula, eu não entendi uma palavra que foi dita e alguns começaram a rir. Já recebi olhares diferentes também na rua e mesmo depois de três anos aqui, algumas pessoas continuam com os olhares”, diz ele.

Alexandre conta que já viu alguns projetos sociais e eventos que falem sobre os imigrantes e refugiados no Rio de Janeiro e que dentro da faculdade é comum ter palestras com essas pessoas. “Acho importante esse tipo de evento para as pessoas que forem frequentar possam ter mais informações sobre nós e não ter tantos olhares estranhos quando contarmos sobre nossas culturas”.

O imigrante vindo da República Democrática do Congo afirmou que tem o desejo de voltar ao Congo, já formado e podendo ajudar sua família. “Eu vejo meus irmãos crescendo e fico com saudades deles, sou muito grato ao país e fiz amigos por aqui, mas não tenho planos de ficar”, revela o estudante que está no 6º período da faculdade de publicidade na UFF.

Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas*

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