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Atleta paraolímpico gonçalense disputará medalha no Parapan-Americano

Competição será realizada até o dia 1 de setembro

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de agosto de 2019 - 09:25
Fábio nasceu com paralisia cerebral e viu que através do esporte conseguiria superar obstáculos
Fábio nasceu com paralisia cerebral e viu que através do esporte conseguiria superar obstáculos -

Por Myllena Vianna*

Nos próximo dia 23 de agosto, começa em Lima, no Peru, os Jogos Parapan-Americanos, que é um evento multidesportivo para pessoas com deficiência. A competição será realizada até o dia 01 de setembro. Representando muito bem a cidade de São Gonçalo, o atleta paraolímpico Fábio Bordignon, de 27 anos, que ganhou duas medalhas de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, estará embarcando nesses dias para mais um desafio de conquistar medalhas e superar seus limites.

Fábio explica que foram destinadas 80 vagas para o Parapan-Americano, onde foram estabelecidos índices, cujo o índice A, garantiria o atleta diretamente na competição antes mesmo do prazo final. “Consegui a vaga garantindo a primeira colocação no ranking mundial e consequentemente no ranking das Américas”, afirmou.

Fábio nasceu com paralisia cerebral e viu que através do esporte conseguiria superar todos os seus medos e suas incertezas. “Quando era pequeno, era muito difícil lidar com essa situação. Mas vi que o esporte poderia me proporcionar várias coisas boas, e uma delas foi conhecer a superação de muitas pessoas que tinham comprometimentos maiores que os meus. Percebi que o que eu deveria fazer era superar todas as barreiras do preconceito”, disse.

O atleta fala que conheceu e se apaixonou pelo esporte pelo próprio parapan de 2007 que aconteceu no Rio e através de uma vizinha que o levou para a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), onde começou a participar de competições através do Futebol 7, para pessoas que tem paralisia cerebral. “Na Andef pude procurar saber sobre inclusão social e projetos como passes livres, chegando lá vi que existia o futebol, e nessa modalidade conquistei muitos títulos, inclusive fui para os Jogos Paraolímpicos e fui campeão mundial”, falou.

Em 2015, o atleta decidiu migrar do Futebol 7, para o atletismo para disputar a Rio 2016. “Sempre foi meu sonho disputar os jogos de 2016, principalmente pelo Rio de Janeiro ser a cidade sede e o técnico da seleção de fut7 não havia me convocado, mesmo com participações plausíveis nos campeonatos. Até que decidi migrar para o atletismo e com a ajuda do meu técnico Cosme do Nascimento, consegui conjugar velocidade e técnica”, contou. Para a atual competição que disputará, o atleta afirma que a expectativa é enorme. “Nós estamos nos preparando muito forte para ganhar a tão sonhada medalha de ouro.

Apesar de ter participado de outros eventos esportivos, esse momento é único, pois esse é o primeiro Parapan que irei disputar. Estou bastante ansios, mas mantendo sempre a tranquilidade para ter o melhor desempenho possível”, afirmou. Sobre como o esporte transformou a sua vida, ele afirma que espera que sua história encoraje outras pessoas. “É um orgulho muito grande que eu tenho de pelo menos mostrar aos jovens que podemos conquistar o mundo de maneira admirável. É bacana de poder mostrar quem eu era, quem as pessoas achavam o que eu iria ser, quem eu sou hoje. Principalmente para a minha pessoa”, concluiu.

*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas

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