Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Famílias vivem drama diário com falta de estrutura e acessibilidade em ruas de S. Gonçalo

A falta de iluminação nas vias agrava a dificuldade de deslocamento

relogio min de leitura | Redação 27 de julho de 2019 - 11:41
 Ety Faria vivencia dificuldades diárias para se deslocar na rua onde mora, no bairro Paraíso
Ety Faria vivencia dificuldades diárias para se deslocar na rua onde mora, no bairro Paraíso -

Por Myllena Vianna*

Duas histórias e um mesmo drama vivido por duas famílias de São Gonçalo: as ruas em que elas moram têm estruturas totalmente precárias, deixando as condições de acesso muito ruins. A dançarina Ety Faria, de 27 anos, moradora da Rua Capitão Antônio Inácio da Silva, no bairro do Paraíso e a dona Ionir Célia Gomes, de 60 anos, moradora atualmente na Praça dos Bandeirantes, têm muitas coisas em comum.

Ety Faria sofre para chegar e sair de casa por conta dos problemas que existem na rua. A jovem anda de cadeira de rodas desde seu nascimento e vivencia dificuldades diariamente para realizar suas atividades.

"Aqui não tem calçada e nem rampa de acessibilidade. A rua está totalmente esburacada, com água vazando. É difícil principalmente a noite, porque há baixa visibilidade por conta de iluminação precária também e eu saio todos os dias. Existem também quebra molas que não consigo passar. Esses problemas acabam deixando minha cadeira ruim”, disse.

Ela acrescenta que existem lugares em que precisa de ajuda, mas nem sempre seus familiares podem acompanhá-la. “Minha mãe me auxilia, mas nem sempre ela pode. Na maioria das vezes preciso andar sozinha mesmo”, afirmou.

Outra história é da senhora Ionir Célia, que paga R$ 900 para viver com o marido na Estrada das Pedrinhas, em Amendoeira, e faz tratamento contra um câncer. Ionir residia na antiga Rua Ernesto dos Santos Cisneiros, a Estrada do Bichinho, conhecida como a rua do “pé quebrado”, no Pacheco. Por conta dos problemas da via teve que mudar de residência.

“Eu troquei de residência há um ano. Eu tenho minha casa própria e tive que sair de lá. Aquela rua está estagnada, parada no tempo. São muitos buracos, já caí diversas vezes ali. Hoje tenho que pagar aluguel, mesmo possuindo a minha residência. Eu quero muito voltar, mas não há condições de retornar. Aquele bairro não progride, a via está muito precária e precisamos mudar isso. Na prefeitura consta que existe pavimentação”, falou.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano informou que enviará uma equipe ao local nos próximos dias para averiguar as demandas e realizar os reparos necessários. Em relação a falta de iluminação, a Subsecretaria de Iluminação Pública já foi notificada e realizará o reparo nos próximos dias.

Estagiária supervisionada por Marcela Freitas*

Matérias Relacionadas