Projeto “Descobrindo Talentos” usa a música como instrumento social

A iniciativa teve início em 2017 através de uma parceria com a Prefeitura de São Gonçalo

Enviado Direto da Redação


O projeto social “Descobrindo Talentos” deu início em 2017, através de uma parceria com a prefeitura de São Gonçalo e conta hoje com 160 alunos matriculados, sendo que 42 são crianças PCD (pessoas com deficiência). Um serviço que é totalmente gratuito e beneficia moradores do Jardim Catarina, tem mudado a realidade de muito alunos que frequentam o local. 


Ana Alice Nunes, é musicista e fundadora do projeto. Acumulando uma pós-graduação em Superdotação e única profissional de São Gonçalo a fazer transcrição de partitura para deficientes visuais.

Ela faz um trabalho minucioso para conseguir, junto com mais 6 professores, oferecer uma educação musical através de aulas que sejam adaptadas para cada caso. Salas de letramento, aulas com uso de símbolos referente às notas musicais, marcações no chão para que o aluno possa usar seus movimentos corporais, sala de piano e ensaios de uma orquestra mirim do próprio projeto social compõe a estrutura de ensino de Ana Alice. 


“Eu acho a música incrível pois ela é universal, a criança ela não vai ficar excluída pois pra gente entender de música não é preciso saber ler nem escrever, o som pode te guiar”, conta a fundadora do projeto.


Além de dar aulas, a musicista entra de cabeça nas atividades do projeto. Ela explica que existe uma orquestra mirim, que ensaia todas às terças na unidade, no Jardim Catarina. “Eu vi que na nossa orquestra estava faltando alguém para tocar violoncelo e como não tínhamos ninguém para ocupar essa função e comecei a fazer aulas e estou em fase de aprendizado. Tudo isso para poder ver nossa orquestra muito bem ensaiada”, diz orgulhosa.


A orquestra mirim têm ensaios aberto ao público e através da parceria com a ENEL o projeto conseguiu todos os instrumentos usados pelos alunos.


A musicista responsável diz que eles recebem crianças e adolescentes entre 7 a 18 anos e que muitos acabam ficando mais tempo que o previsto. “As aulas funcionam como uma terapia mesmo, muitos chegam aqui com uma restrição de fazer uma atividade e conseguimos estimular que essa criança e adolescente possa desenvolver novas habilidade ou aflorar um dom que eles já tenham”. 


Para que a pessoa possa se associar ao projeto é preciso que ela seja moradora do Jardim Catarina, tenha entre 7 a 18 anos e tenha o NIS (Número de Identificação Social) e estude em uma escola pública.

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