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Pesquisa revela que trabalho voluntário é uma boa opção para superar concorrência

Características importantes são identificadas em quem faz esse tipo de ação

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 17 de julho de 2019 - 08:42
Beatriz Marinho é formada em psicologia e atua como voluntária em dois projetos sociais
Beatriz Marinho é formada em psicologia e atua como voluntária em dois projetos sociais -

Por Thalita Queiroz*

Já se foi o tempo em que só ter uma boa graduação no currículo era suficiente para conquistar uma vaga de emprego. Para quem quer conquistar espaço no mercado de trabalho, é preciso buscar alternativas que possam fazer com que os recrutadores vejam o recém-formado com bons olhos.

Dedicar o tempo com cursos livres, palestras, oficinas e até mesmo um trabalho voluntário, se tornou uma boa opção para superar a concorrência.

Segundo pesquisa realizada pela Companhia de Estágios, especializada em programas de estágio e trainee, contou com a participação de 4.044 estudantes de diversas regiões do Brasil, e revelou que 8,3% dos universitários entrevistados participam de algum trabalho voluntário como forma de investir mais na própria carreira. Comparando com os anos anteriores, houve um aumento, já que em 2018, 8,0% alegaram fazer voluntariado com o mesmo objetivo, enquanto em 2017, 7,5% responderam a mesma coisa. Apesar de ser um crescimento tímido, o mercado costuma olhar com bons olhos para aqueles se envolvem com práticas sociais.

Participar de uma ação voluntária não leva benefícios apenas para quem recebe a ação mas também para quem pratica.

Um exemplo disso é a Beatriz Antunes Marinho de 24 anos. Formada em psicologia social em dezembro do ano passado, a jovem atua em dois projetos sociais, podendo usar todo o seu conhecimento teórico e coloca-lo em prática. “Eu conheci primeiro o projeto Nutrir o Amanhã através de alguns amigos e participando de uma das ações deles eu pude conhecer o projeto Pequeno Dom, um projeto que fica no Sapê, em Itaborái, eles estavam precisando de alguém para fazer um serviço de atendimento para crianças, adolescentes e adultos”, conta ela.

A psicologa conta que o serviço é totalmente voluntário e que para ela o peso de estar atuando em uma área da sua profissão é maior do que apenas ter no currículo essa experiência. Mas a jovem reconhece que o trabalho voluntário conta muito para sua carreira. “Sem dúvidas se torna um diferencial e os concursos relacionados à psicologia pedem muito isso pois a gente chega no mercado de trabalho mais seguro e tendo uma visão de consultório mesmo”, destaca ela.

Participar de algum voluntariado, não faz bem apenas para quem recebe o impacto da ação, mas também para quem pratica, já que a tarefa, mesmo não sendo remunerada, traz um senso de responsabilidade e de equipe, qualidades que são muito requisitadas hoje em dia pelos profissionais, independente da área de atuação.

Segundo o diretor da Companhia de Estágios, Tiago Mavichian, muitas empresas valorizam este tipo de atividade no currículo e que em alguns casos pode até ser um fator de desempate. “Toda atividade fora da universidade agrega, no entanto, quem procurar por trabalho voluntário mostra que tem como principal objetivo o aprendizado, já que a prática não é remunerada”, destaca o diretor.

Além disso, segundo Tiago Mavichian, é possível perceber algumas características importantes em quem participa de atividades sociais, como trabalho em equipe, iniciativa e até mesmo liderança. “Se envolver com este tipo de tarefa contribui com o desenvolvimento de muitas competências, não apenas comportamentais, mas também técnicas e tudo isso é avaliado num processo seletivo”, detalha ele.

A psicóloga Beatriz Marinho, que conta com dois projetos sociais para ampliar seus conhecimentos e valorizar seu currículo, diz que os recém-formados não costumam procurar trabalhos voluntários na área de psicologia social. “Geralmente esses estudantes já saem da faculdade procurando uma clínica para trabalhar”.

Existem várias opções de voluntariado, então, cabe ao estudante ver o que combina com o próprio perfil. No entanto, uma das maiores dúvidas dos jovens estudantes e recém-formados é sobre como colocar essa experiência no currículo de forma organizada.

O diretor da Companhia de Estágios diz que alguns fatores precisam ser levados em consideração na hora de elaborar o documento. “Se é uma primeira experiência, pode ser colocado logo após as informações sobre a faculdade que estuda, se não for, é aconselhável por um tópico de informações adicionais ou atividades extracurriculares e acrescentar essa experiência do voluntariado”, diz Mavichian.

*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas

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