Ginasta gonçalense de 15 anos conquista medalhas pela cidade

Recentemente, Amanda conseguiu patrocínio da Prefeitura de Maricá

Enviado Direto da Redação

Um sonho que começou a ser realizado tardiamente mas que não foi um problema para a jovem ginasta que almeja participar de competições cada vez maiores. Amanda da Silva de Oliveira tem 15 anos, é moradora do Porto da Pedra e nos últimos três anos começou a treinar e competir, ginástica rítmica, conquistando medalhas pela cidade.

A jovem gonçalense não conseguiu ter grandes oportunidades ainda mais nova, pois seus pais não tinham condições de colocá-la em uma academia que pudesse prepará-la para disputar competições.

Sua mãe, a professora e costureira Andréa Corrêa, de 50 anos, conta que vontade não faltou para inserir a filha mais cedo no mundo da ginástica. “Hoje a situação ainda é complicada. Antes era ainda mais, mas ela agora está correndo atrás do que realmente quer”, afirmou.

O pai da menina, Valmir Macedo, 51, conta que quando a filha tinha 9 meses, ele já ensinava ela a dar cambalhotas “Desde muito novinha ela já fazia estripulias em casa, na rua e até ensinava as amiguinhas da escola a fazer alguns movimentos”, lembra Valmir.

Buscando visibilidade para ser patrocinada por alguém, Amanda publicou um vídeo em sua rede social mostrando uma apresentação dela. O vídeo em poucas horas repercutiu e a jovem, no dia seguinte, recebeu uma oportunidade de treinar pela Prefeitura de Maricá. Com essa ajuda, ela terá suporte de aparelhos para as apresentações, custeio das viagens para os locais da competição e a possibilidade de competir em um evento federado.

“Essa oportunidade vai ser muito boa para mim, os treinos são três dias da semana e mesmo sendo longe, não posso deixar o cansaço me vencer. Tenho que ter muito foco nesse momento”, diz a ginasta.

“Vai ser um grande desafio pra gente mas é o sonho dela. Nós vamos fazer o que for preciso para ajudá-la nisso”, diz a mãe, que além de professora, oferece serviço de costura para conseguir complementar a renda da família.

Um dos requisitos básicos para Amanda conciliar os estudos com os treinos é que ela seja uma boa aluna e tire notas boas. “Ela ficou de férias antes do previsto e conseguiu passar em todas as matérias. Minha filha é estudiosa e já avisei que é assim que deve permanecer”, diz a mãe.

Saltos cada vez mais altos pelo futuro no esporte

Por mais que o projeto da prefeitura dê amparo em algumas questões, ainda assim há um custo com a passagem de Amanda, que mora no Porto da Pedra e precisa fazer o trajeto até Maricá, peregrinação essa que não é fácil.

“Preciso estar no começo da tarde em Maricá e pra isso acontecer teria que sair uma hora mais cedo das aulas, a minha antiga escola não me liberou então meus pais estão vendo uma forma de resolver isso, talvez começar a estudar a noite seja uma solução”, reflete a jovem.

No dia 22 deste mês a ginasta terá uma apresentação e sua mãe está correndo contra o tempo para que consiga finalizar o figurino da filha.


“Já comprei os panos para costurar e vou correr para finalizar isso o quanto antes. Mas nem todo lugar aceita que a costura seja feita por terceiros”, lamenta a mãe. 


Amanda e sua família, tentam pensar em alternativas que possam ajudar eles a pagar as despesas que o percurso até esse sonho seja realizado.


“Me preocupo com o dia que eles não puderem me dar mais o dinheiro da passagem, não temos uma condição financeira boa. Não sei como vai ser daqui a um tempo”, diz ela

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