Campeonato de Handball de areia atrai bom público à praia de Maricá

Os 9 jogos das seleções masculina e feminina agitaram as areias da cidade

Enviado Direto da Redação

A primeira rodada do Campeonato Sul-Centro Americano de Beach Handball agitou as areias da Barra de Maricá, ontem. A arena montada na altura da Rua João Frejat (antiga Rua 13) recebeu um público excelente, que assistiu a quatro jogos da categoria feminina e outros cinco da masculina, sendo quatro pela manhã e cinco à tarde.

O destaque da manhã foram as mulheres do Brasil, que venceram o Chile por 2 sets a 0 com parciais de 19 a 10 e de 20 a 11. Outros jogos do período foram: Argentina 2 a 0 Chile, Uruguai 2 a 0 Equador (ambos no masculino) e Uruguai 2 a 1 Paraguai (no feminino).

Nas arquibancadas, não faltou animação e vibração da torcida, parte dela composta por alunos de escolas da rede pública municipal. Um dos grupos, da E.M. João da Silva Bezerra, na Divinéia, não parava de dançar à espera das partidas.

“Primeiro torcemos para o Chile e depois para o Equador, mas o Brasil foi quem arrasou mesmo”, vibrava Indaiá, de 13 anos, aluna do 8º ano fundamental e que puxou a dança dos colegas. No meio deles estava Bianca, de 11 anos, do 6º ano e também muito empolgada. “É o nosso país jogando, a gente tinha que torcer”.

Para a coordenadora pedagógica da unidade, Estela Maia, o evento vai de encontro à política de incentivo ao esporte adotada por lá. “Trazê-los aqui também é uma forma de incentivar, como sempre fazemos em nossas aulas”, ressaltou.

Havia também apreciadores do esporte que foram prestigiar o início do torneio, como Andressa Figueiredo, de 18 anos, que é praticante do handball de quadra. “É uma oportunidade muito boa de conhecer essa modalidade, que eu espero que cresça bastante e a gente tem que valorizar o evento”, pontuou a moradora do Centro. Ao lado dela, a estudante Joana Goés contou que assistia aos jogos de beach handball pela primeira vez e afirmou que gostou bastante. “É bem diferente dos jogos de quadra, achei dinâmico, muito bacana. Quero vir assistir o torneio até o final”, frisou a moradora do Flamengo, de 16 anos.

Após o jogo de estreia, o técnico da seleção brasileira feminina, Márcio Magliano, explicou qual a principal diferença do beach handball para os jogos de quadra. A dinâmica consiste na substituição dos jogadores de linha a cada gol marcado.

“Tem sempre dois times prontos para jogar, sendo um que vai atacar e o outro, defender. Isso dá mais velocidade ao jogo do que substituir apenas um jogador”, disse ele, que falou sobre a estreia com vitória. “Começar assim é sempre muito bom, vamos seguir nessa pegada”, projetou. A goleira Ingrid Frazão afirmou que o objetivo é a vaga para a próxima fase.“Sempre tem um nervosismo no primeiro jogo, mas conseguimos vencer”, celebrou ela.

Um dos mais satisfeitos nas primeiras horas era o presidente do Novo Beach Handball Brasil (NBHB), Thiago Gusmão, que já comemorava o recorde de audiência dos jogos nas redes sociais. “A impressão que temos é a melhor possível e estamos muito empolgados. Cada dia será um degrau superado, mas o público que veio é bastante participativo e espero que todo mundo venha até domingo para torcer e se divertir”, convidou ele.

Já o secretário de Esporte e Lazer de Maricá, Filipe Bittencourt, afirmou que o órgão vai trabalhar para que a cidade se torne uma referência na modalidade. “Levamos a seleção brasileira para fazer uma clínica junto a alunos da nossa rede pública, e é dessa forma que queremos difundir o esporte entre nossos jovens. Para nós é uma enorme alegria receber este evento internacional, que vale vaga para a disputa mundial e numa modalidade que estará nas próximas olimpíadas”, explicou.

Veja também