Professor da Universo cria instrumento para auxiliar em fisioterapia

O IMB (Instrumento Manipulativo Blair) foi criado e patenteado pelo professor

Enviado Direto da Redação

Um instrumento nunca antes pensado, tem tudo para se tornar um dos métodos mais importantes para aplicação em técnicas de tenofibrólise e diafibrólise, que ataca os músculos. Denominado Instrumento Manipulativo Blair (IMB), o instrumento é uma espátula criada e patenteada pelo fisioterapeuta da Físio+ e professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Blair Rosa Filho, 56.

Durante dois anos Blair Filho, que é formado há 28, pesquisou sobre a crochetagem fisioterapêutica a fim de descobrir melhorias e tornar sua aplicação fácil e indolor.

“Em 2011, quando eu estava em São Paulo, os profissionais usavam muito os ganchos pequenos, porque se usassem ganchos maiores, as crianças não ia nem deixar chegar perto, então eu já comecei a criar ganchos menores para essas espátulas”, explica o fisioterapeuta.

Blair levou dois anos para chegar ao formato ideal e atingir as regiões de todo o corpo de forma precisa. A espátula IMB leva o nome do profissional, já devidamente patenteada em 2014 junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

“A técnica tenofibrólise e diafibrólise já existe há mais de 40 anos. O que eu criei foi um instrumento para facilitar o fisioterapeuta na aplicabilidade. Eu já havia feito um curso de crochetagem, mas com a espátula se tornou absurdamente mais fácil de aplicar e a dor é aliviada quase que imediatamente”, afirma Blair.

Pós graduado em aparelho locomotor, ele explica que são três efeitos que o instrumento IMB proporciona: o primeiro é o mecânico, que separa as capas dos tecidos; o segundo é o circulatório que possibilita uma melhora no quadro de escoamento, conseguindo drenar melhor uma região que está inflamada; e o terceiro efeito é o reflexo, que promove o relaxamento muscular.

Blair Filho ressalta, ainda, que a espátula não trabalha sozinha no tratamento, mas funciona como um complemento, assim como todas as outras técnicas da fisioterapia, podendo ser aplicada antes ou depois de um alongamento, por exemplo.

Seu funcionamento é eficaz em cicatrizes comuns e após alguns testes, foi atestado por outros cirurgiões plásticos de São Gonçalo e Niterói, que aderiram ao IMB, cuja ação do instrumento em queimaduras tem funcionado bastante. Além disso, relatos de outros profissionais de melhoras significativas em dores de cabeça tensional, alívio de dores de dente e olheiras foram identificados.

Dentre tantas descobertas de seu funcionamento, o criador do instrumento diz, porém, que o IMB não chegou à conclusão. “Ele é muito jovem ainda, tem apenas cinco anos. Nesse tempo, ministrei nove cursos onde já passaram mais de 500 alunos de fisioterapia e a tendência é daqui a um tempo ganhar maior notoriedade pois é algo diferente, fácil de aplicar e de um custo muito baixo”. explica Blair.

Para o profissional, a criação do IMB é motivo de grande alegria e honra. “Eu viso o paciente e não os prêmios. Nasci para isso, para ajudar as pessoas e poder desenvolver algo que vai ajudar crianças, adultos e idosos. Isso é o que conta para mim”, explica.

Atualmente, só há um fornecedor que fabrica as espátulas IMB e Blair não tem pretensões de aumentar o número de produção.

“As espátulas são feitas uma por uma, à mão. Optei por ser dessa forma para garantir que tudo saia como planejado. Jamais vamos vender essas espátulas em farmácias. É preciso ter o certificado para manuseá-la”, disse.

O IMB só pode ser adquirido e ter o método ensinado por meio de um curso que o próprio criador oferece, em Niterói. São cursos que acontecem a cada seis meses e o valor é acessível para que alunos e profissionais já formados possam ter a oportunidade de aprender.

O curso acontece durante um dia, por 10 horas, ao investimento de R$ 500. O pacote inclui a espátula IMB, certificado, uma apostila e um ‘coffee-break’. O contato deverá ser feito com a Márcia Gomes pelo telefone (21) 993969190.

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