Estudo revela reversão de microcefalia em dois bebês infectados por zika

As mães contraíram o zika vírus durante a epidemia de 2015/2016 no Rio de Janeiro

Enviado Direto da Redação
O desenvolvimento neurológico das crianças foi normalizado e confirmado aos dois anos de idade

O desenvolvimento neurológico das crianças foi normalizado e confirmado aos dois anos de idade

Foto: Reprodução


Um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade da Califórnia, dos Estados Unidos, revelou que duas crianças nascidas com microcefalia, cujas mães contraíram o zika vírus durante a epidemia de 2015/2016 no Rio de Janeiro, conseguiram reverter o quadro neurológico após o nascimento.


O grupo internacional de pesquisadores acompanhou 216 mulheres grávidas infectadas pelo vírus até o terceiro ano de vida das crianças, sendo que oito delas nasceram com microcefalia. Desse total, metade apresentou melhorias neurológicas, oftalmológicas e motoras após o diagnóstico. Nesse grupo, estão os dois bebês que conseguiram atingir o desenvolvimento normal.


Um dos bebês desenvolveu a circunferência normal da cabeça conforme crescia, e o outro voltou a formar essa circunferência após uma cirurgia no crânio. Em ambos os casos, o desenvolvimento neurológico das crianças foi normalizado e confirmado aos dois anos de idade.


Por outro lado, os cientistas ainda não sabem explicar com precisão os motivos da reversão do quadro desses dois pacientes. Além disso, houve outras duas crianças que nasceram sem os sinais da microcefalia, mas vieram a desenvolver o problema ao longo do crescimento, algo que pois pode acontecer com os filhos de mães infectadas.

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