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Funcionários da educação manifestam por melhorias nas escolas e reajuste salarial

Diretora do Sepe diz que ajuste é de 12%

relogio min de leitura | Redação 04 de julho de 2019 - 11:22
A manifestação de funcionários da Educação foi marcada em assembleia no último dia 18
A manifestação de funcionários da Educação foi marcada em assembleia no último dia 18 -

Professores da rede municipal de São Gonçalo realizaram ontem uma manifestação em frente à sede do Executivo, pedindo melhorias nas escolas e reivindicando o reajuste salarial que havia sido combinado com o governo do município.

Segundo os organizadores, o protesto é uma resposta ao não cumprimento do acordo estabelecido entre o prefeito José Luiz Nanci, a Secretaria de Educação e o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) estabelecido em 16 de outubro de 2018, no Ministério Público do Rio Janeiro, após 74 dias de greve dos profissionais de Educação, previa o cumprimento da lei 11.738 referente ao pagamento do piso nacional de forma escalonada.

De acordo com Michele Alvarenga, diretora do Sepe, em junho deste ano, o prefeito deveria repassar cerca de 12% de reajuste salarial para que o salário dos professores se equiparasse ao piso salarial de 2016.

“Isso já é o suficiente para mostrar a nossa defasagem salarial, e o prefeito não cumpriu com o acordo estabelecido no ano passado”, afirmou a diretora.

A manifestação, marcada desde o dia 18 de junho, foi uma das alternativas encontradas para pressionar a prefeitura para cumprir com o TAC. A organização também realizou ontem, às 14h, uma assembleia para definir os rumos do movimento.

O protesto, que começou às 10h, contou com a presença de professores da rede municipal e um carro de som.

Os manifestantes contam que, caso a parte do acordo não seja cumprida pela prefeitura, há a possibilidade de greve.

“Nós pagamos a greve com muito sacrifício, trabalhamos os dias letivos que ficamos parados, trabalhamos aos sábados, fizemos reposições de aula e, agora que chegou o outro ano letivo de 2019, o prefeito disse que não pode cumprir com o TAC. O motivo da manifestação é justamente denunciar que o prefeito não cumpriu com a parte dele e continuar na pressão. Se ele não cumprir, nós voltamos a fazer greve,” disse a professora de ensino fundamental, Andreia Mata, 41.

O secretário municipal de Educação, Marcelo Azeredo respondeu por meio de nota. “O comprometimento existe, vai ser pago desde 1º de junho como está acordado. Mas dependemos da autorização do Legislativo, de acordo com o Art. 16, inciso 17 da Lei Orgânica do Município. Então, vai ser pago. Tivemos o cuidado de informar ao Ministério Público, ao sindicato, aos diretores e a todos os professores através de um ofício, reafirmando o compromisso de pagar”, afirma.

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