Moradora da Trindade está desparecida há três anos
Familiares de Lucia Borges Santos, de 54 anos, continuam na busca por informações

Por Rafaela Batista
O número de pessoas desaparecidas em São Gonçalo vem aumentando cada vez mais. Somente no ano passado, foram registrados desaparecimentos de 209 pessoas nas delegacias da cidade e nos primeiros seis meses deste ano, foram feitas cerca de 92 ocorrências. Famílias como a da gonçalense Lucia Cristina Borges Santos Carvalho, de 54 anos, que está desaparecida há três anos, buscam informações sobre o paradeiro de seus parentes.
Apesar de estar desaparecida há três anos, a família Santos ainda não perdeu as esperanças de reencontrar Lucia, que sofre de esquizofrenia e toma remédio controlado, além de sofrer com ataques epiléticos. De acordo com Lais Toffano, prima de Lucia, não foi a primeira vez que ela fugiu de casa, mas das outras vezes, a família conseguiu localizá-la. Desta vez, no entanto, Lucia saiu de casa sem que ninguém a visse, na Rua Machado de Castro, em Nova Cidade.
“Minha prima saiu apenas com a roupa do corpo, um short vermelho, blusa estampada e chinelo. Mas, ela estava sem documentação e dinheiro”, contou. “Na época em que ela sumiu, fizemos cartazes e buscas por São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. Às vezes, recebíamos ligações de que tinham a visto, mas, quando chegávamos ao local, não era Lucia. Já fomos em diversos abrigos para pessoas em situação de rua, clínicas psiquiátricas, IML, delegacias e nunca tivemos informações sobre o seu paradeiro. Inclusive, sempre vamos à delegacia para tirar um relatório e ver se tem alguma novidade, mas, até agora nada”, explicou a prima de Lucia.
Segundo os familiares, por sofrer de esquizofrenia, Lucia, às vezes, ficava agressiva, mas, também tinha momentos de lucidez. Enquanto fazia uso dos medicamentos, a memória dela era boa, mas, atualmente, os parentes se preocupam com seu possível estado de saúde.
A família Santos pede que quem souber alguma informação sobre a localização de Lucia, pode entrar em contato através dos telefones (21) 26043780/ (21) 98062-4938 (Lais - prima); (21) 99818-7735 (Jeane - filha); (21) 3711-6340 (Vera - tia). O caso foi registrado na 72ªDP (Mutuá).
Estagiária sob supervisão de Cyntia Fonseca*