Gonçalenses estão casados há 68 anos

Manoel Gomes e Francisca Eva são do Engenho Pequeno

Escrito por Redação 30/06/2019 08:08, atualizado em 30/06/2019 07:58
Quem disse que ‘amor não sobe a serra’ não conhece esse casal apaixonado do Engenho Pequeno
Quem disse que ‘amor não sobe a serra’ não conhece esse casal apaixonado do Engenho Pequeno . Foto: Divulgação

Por Daniela Scaffo


Casados há 68 anos, Manoel Gomes da Silva, 92, e Francisca Eva de Jesus Silva, 87, mostram que o amor e a dedicação um ao outro realmente consegue superar obstáculos. Moradores do bairro Engenho Pequeno, em São Gonçalo, o casal natural de Italva, no Noroeste Fluminense, veio para o município gonçalense há 49 anos, onde construíram uma grande família.


Francisca tinha apenas 18 anos quando se casou com Manoel, com 23. Devido às condições financeiras, eles não tiveram aliança e nem mesmo fotos de casamento. Ambos moravam na roça e trabalhavam na lavoura. Segundo Manoel, eles se conheceram durante o carnaval em Italva e começaram a conversar, mostrando interesse um pelo outro. O primeiro a ‘puxar’ a conversa foi Manoel. Pouco depois, ele pediu a mão de Francisca e marcaram o casamento, que aconteceu em 03 de novembro de 1950.


“Ele veio puxar assunto comigo e eu fiquei feliz, porque estava olhando para ele. No dia seguinte, ele foi na minha casa, pediu o consentimento aos meus pais para namorar, que gostaram do jeito respeitador de Manoel. O casamento foi simples em Italva, acabamos de casar e fizemos uma festa. Matamos um porco, teve forró e a nossa lua de mel foi na nossa própria casa que era de pau-a-pique”, disse Francisca.


O casamento gerou muitos frutos: 13 filhos, sendo que dois casais morreram quando ainda eram recém nascidos,; 13 netos e 11 bisnetos. Em um dos partos, Francisca ficou em coma por 10 dias em casa e Manoel precisou vender as poucas criações de porco e galinha que tinham para pagar a diária do médico, que ia a cavalo para atendê-la.


Mesmo assim, eles não desistiram de tentar uma vida melhor. Mudaram-se para São Gonçalo, onde Manoel começou a trabalhar como servente de obras e conseguiu melhorar a vida da família.


“Hoje, eu cuido dela. Eu dou todos os remédios, ajudo a cortar as unhas, levo a comida, porque ela tem artrose no joelho. Ela é a flor do meu jardim”, disse Manoel, apelidado gentilmente pela esposa de Manão, que a apelidou de Xica.


Hoje, eles tem um único desejo: “saúde e felicidade, até quando Deus quiser”, finalizou Manoel.

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