Gatos em São Gonçalo estão adoecendo por esporotricose
Moradores relatam que há epidemia da doença na cidade

A cidade de São Gonçalo passa por uma epidemia de esporotricose - doença que pode causar feridas na pele, úlceras, ínguas, febre alta, entre outras complicações, desenvolvida por um fungo (Sporothrix Schenckii), encontrado na terra. Isso é o que relata moradores do município, que notaram o aumento do número de gatos contaminados com a patologia.
Segundo a pedagoga Albana Azevedo, 62, em agosto do ano passado, ela adotou o gato chamado Jeremias. Ainda pequeno, ele apareceu no quintal dela, que mora no Porto Novo, e apresentava feridas na região do olho e nariz.
Ela contou que outra amiga, moradora na Travessa Maria Rita, no mesmo bairro, também adotou um gato com a mesma doença. Após divulgar nas redes sociais, a pedagoga notou que muitos donos de gatos passavam pelo mesmo problema.
“Meu gato precisou passar por um tratamento durante seis meses, que é caro e longo. Nesse período, ele não podia ter contato com nenhum outro animal e eu precisava manusear o medicamento usando luvas, pois há risco de contaminar humanos”, disse.
Se não tratada, a pele infeccionada pelo fungo se torna avermelhada e pode, mais tarde, necrosar, ocasionando, algumas vezes, abscesso, ulceração e superinfecção bacteriana. Apesar de todo o risco que a doença traz, Albana, que procurou duas secretarias municipais, não conseguiu a solução do problema.
“Eu fui na Secretaria de Vigilância Sanitária e me encaminharam para a de Meio Ambiente. Nessa última, me perguntaram se era para matar os gatos. As autoridades não estão preocupadas e nada fazem”, finalizou a pedagoga.
A Superintendência de Saúde Coletiva (Susc) do município informou que “não há epidemia da doença. Todos os casos notificados são acompanhados pelo setor de Epidemiologia da Susc. Para tratar a esporotricose humana, o paciente deve se dirigir ao Polo Sanitário Washington Luiz, no Zé Garoto”.