Escola no bairro São Miguel, em São Gonçalo, está há 7 anos em obra

Cobranças de término das obras acontecem desde o último governo

Enviado Direto da Redação

Foto: Kiko Charret

Após denúncia de O SÃO GONÇALO sobre as péssimas condições de estrutura da unidade de uma escola municipal Bairro Almerinda, foram recebidas informações de que a situação dos estudantes da Escola Municipal São Miguel, localizada na Rua Manuel Pinheiro, também encontra-se em estado crítico.


Os alunos estão em um imóvel particular no bairro de Nova Cidade, alugado pela Prefeitura de São Gonçalo enquanto as obras se arrastam desde 2012. A situação prejudica o andamento da educação para crianças da região.


O valor do aluguel não foi informado pelo Prefeitura de São Gonçalo mas, segundo a direção do Sindicato Estadual dos profissionais de Educação (Sepe-SG), acredita-se que seja alto. Entretanto, ainda segundo o sindicato, não há transparência nos dados.


Também, de acordo com o Sepe, questões como a finalização da obra e a irregularidade no cardápio da escola marcam a má administração dos órgãos responsáveis pela educação de São Gonçalo.


Segundo Beatriz Lugão diretora do (Sepe), são feitas cobrança pela agilidade da obra através de ofícios e reuniões ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e para a Prefeitura de São Gonçalo. “Fizemos uma reunião com o MPRJ e vamos reiterar junto com a Fundeb (Fundo de Desenvolvimento Manutenção e Valorização dos Profissionais da Educação), instituição responsável por acompanhar os gastos das escolas”, explicou.


Atualmente, a Escola Municipal São Miguel está em um outro local e a previsão é que no começo no ano que vem os alunos voltem ao local de origem da escola. Beatriz Lugão afirma, ainda, que a cobrança para que as obras fiquem prontas acontece desde o último governo.


As más condições das escolas e a opção de alugar imóveis particulares é uma situação que acontece também em outras unidades, além de escolas que não seguem as orientações da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Além do cardápio desregrado, a falta de cadeiras e condições básicas dentro das unidades é algo recorrente.


A Secretaria Municipal de Educação informou, em nota, que “a obra da Escola Municipal São Miguel tem previsão de término em novembro deste ano. Vale ressaltar que essa obra começou em 2012, em gestão anterior. Para que fosse retomada e concluída, o atual governo está investindo R$ 820 mil, conforme publicado em Diário Oficial, cumprindo o princípio da transparência. Atualmente, a escola funciona em um prédio alugado porque o antigo estava em péssimas condições, sujeito inclusive a alagamentos. A obra inclui a construção de oito salas de aula, área administrativa, uma cozinha, uma despensa, um refeitório, dois banheiros, um laboratório de informática, uma biblioteca, uma sala de professores, área de recreação coberta, dois vestiários (subsolo). A escola é destinada ao 1º segmento (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental, tendo cerca de 200 alunos matriculados. Quanto à merenda escolar não há registro de irregularidades”.

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