Moradores gonçalenses abrem espaço para biblioteca solidária

Biblioteca improvisada fica no bairro do Engenho Pequeno

Enviado Direto da Redação
O espaço fica ao lado de um bar, na Rua Waldir dos Santos, 705, no bairro Engenho Pequeno

O espaço fica ao lado de um bar, na Rua Waldir dos Santos, 705, no bairro Engenho Pequeno

Foto: Luiz Nicolela

Enquanto o poder público municipal deixa a população sem biblioteca na cidade, moradores de São Gonçalo resolveram abrir um espaço gratuito para leitura. Localizada no bairro Engenho Pequeno, a biblioteca solidária foi inaugurada há cinco meses no local.

O espaço fica ao lado de um bar, na Rua Waldir dos Santos, 705, quadra 8. Segundo um dos idealizadores do projeto, o cabeleireiro José Carlos Sales, o Carlinhos, de 65 anos, foi o dono do comércio que cedeu o espaço para montar a biblioteca.

“Muita gente joga livro fora, como se não servissem mais para nada, enquanto outras pessoas estão necessitando tanto de um exemplar. Em um dos livros que temos aqui, eu li que há alguns anos era proibido divulgar livros para não abrir a mente da população. A nossa ideia é que pessoas possam adquirir mais conhecimento com esse espaço que montamos”, disse José Carlos.

Na biblioteca solidária, há aproximadamente 250 livros, entre escolares e literatura infantil, juvenil e adulta. Segundo José Carlos, os moradores da localidade cooperam doando os livros e todos os exemplares já estão sendo catalogados.

O dono do bar, Teodomiro Lourenço Filho, mais conhecido como Doquinha, 77, trabalhou em duas livrarias e falou sobre a importância da leitura para a população.

“É muito importante um espaço desse no nosso bairro, principalmente para incentivar os jovens a estudar e não se envolver em coisas ruins. Livros são bons para isso, ensina leitura, educação e comportamento. Recebemos ajuda da população que doa os livros e outros parceiros que nos ajudam no projeto, como a Maria Beatriz Duarte, a Bia; o José Elisiar; e a Tais Pio”, declarou.

A estudante de teatro Isabela Martins, 24, tem uma filha de dois anos, e contou que o espaço foi muito importante para ela e para outros moradores da região.

“Tem informações e livros que a gente não tem condições de comprar. A gente pega e agrega conhecimentos. Moro aqui desde que nasci e nunca vi um projeto desse tipo aqui. Era muito escasso de cultura. Já peguei livros que ajudaram muito a minha filha em trabalhos da escola”, contou.

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