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97% das mulheres brasileiras são assediadas no meio de transporte

Pesquisa revela que elas são vítimas de passadas de mão, esfregadas no corpo, cantadas indesejadas, entre outros tipos de assédio

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 18 de junho de 2019 - 14:15
Pesquisa revela que elas são vítimas de passadas de mão, esfregadas no corpo, entre outros tipos de assédio
Pesquisa revela que elas são vítimas de passadas de mão, esfregadas no corpo, entre outros tipos de assédio -

Cerca de 97% das mulheres brasileiras já foram vítimas de assédio sexual dentro de um meio de transporte, público ou privado. É o que revela pesquisa divulgada nessa terça-feira (18), realizada pelos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, junto com uma empresa de transporte por aplicativo. O estudo mostra, também, que 71% das entrevistadas conhecem outra mulher que tenha sofrido assédio em ambiente público.

Os pesquisadores entrevistaram 1.081 mulheres que utilizaram transporte público ou por aplicativo, em várias regiões do país, entre novembro de 2018 e janeiro de 2019. O objetivo é identificar problemas e sugerir soluções para a questão da violência enfrentada pelas mulheres durante sua locomoção no dia a dia, seja para o trabalho, lazer ou outra atividade.

Quando questionadas pela segurança contra assédios dentro do meio de transporte, 46% das mulheres disseram não se sentir confiantes para usá-los sem serem importunadas. Esse é o principal fator de preocupação delas. Entre os relatos de assédio estão, desde olhares insistentes, cantadas indesejadas, comentários de cunho sexual, perseguição, e até mesmo passadas de mão ou homens que se esfregam no corpo das mulheres em conduções lotadas.

Conforme a pesquisa, somente 26% das mulheres se sentem seguras contra o assédio no transporte público, contra 68% em táxis e 75% nos transportes por aplicativos.

“É preciso desenvolver políticas e mecanismos para prevenção, para garantir que as brasileiras possam se sentir seguras ao exercerem seu direito de ir e vir, garantindo também seu direito a uma vida sem violência. Para as mulheres que em sua maioria estudam e trabalham fora de casa, a segurança no deslocamento é uma questão essencial”, afirma a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo.

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