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Moradores de Niterói precisam desocupar prédio até hoje

O despejo é pela precariedade do local

relogio min de leitura | Redação
Motivo da ordem de despejo seria em razão da precariedade da edificação que oferece riscos
Motivo da ordem de despejo seria em razão da precariedade da edificação que oferece riscos -

Moradores do Edifício Nossa Senhora da Conceição 327, no Centro de Niterói têm vivido um drama desde o dia 10 de abril, data em que a Justiça determinou que os condôminos deixassem o prédio em dez dias. Após o prazo ser prorrogado, a data final para que os moradores desocupem o prédio vence hoje, mas muitos residentes não querem deixar o local. “Eu não tenho para onde ir, não liberaram o aluguel social. Eu tenho uma filha de 12 anos e uma esposa com problema de coração grande. A gente veio morar aqui porque morava na rua”, diz José Carneiro, morador do edifício há 9 anos.

Segundo a Justiça, o motivo da ordem de despejo seria a precariedade do local que está sem serviços básicos e apresenta risco aos moradores. O prédio de onze andares e que conta com 1.500 moradores divididos em 394 apartamentos teve a água cortada por falta de pagamento e, segundo a Enel, a luz foi interrompida por conta de problemas na instalação que oferece risco de incêndio. No entanto, segundo Paula Maíran, da Comissão de Direitos Humanos, se este for o motivo, não há razão para a desocupação.

“Não há nenhum laudo que confirme que, para haver uma reforma nas instalações elétricas, haja necessidade de despejo”, disse. De acordo com a síndica Lorena Borges, está clara intenção da prefeitura. “Quando você quer apenas desocupar um prédio para ser reocupado, não se pede a retirada de móveis, então o objetivo não é desocupação, mas desapropriação”, explicou.

“As ações de abordagem foram antecipadas e assistentes sociais acompanhados de policiais estão abordando os moradores a semana inteira. Se não saírem até amanhã, haverá despejo com força policial” acrescentou Paula. Alguns moradores têm deixado o edifício antes do cumprimento da ordem de despejo, como Marlene Lourenço que deixou o local ontem e alega já ter recebido o aluguel social. Mas outros moradores ainda não receberam o aluguel social.

Questionada, a Prefeitura informou que 160 famílias já receberam e o auxílio e as que não o receberam deve resolver pendências na documentação.

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