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Moradores de Niterói precisam desocupar prédio até hoje

O despejo é pela precariedade do local

relogio min de leitura | Redação 07 de junho de 2019 - 09:55
Motivo da ordem de despejo seria em razão da precariedade da edificação que oferece riscos
Motivo da ordem de despejo seria em razão da precariedade da edificação que oferece riscos -

Moradores do Edifício Nossa Senhora da Conceição 327, no Centro de Niterói têm vivido um drama desde o dia 10 de abril, data em que a Justiça determinou que os condôminos deixassem o prédio em dez dias. Após o prazo ser prorrogado, a data final para que os moradores desocupem o prédio vence hoje, mas muitos residentes não querem deixar o local. “Eu não tenho para onde ir, não liberaram o aluguel social. Eu tenho uma filha de 12 anos e uma esposa com problema de coração grande. A gente veio morar aqui porque morava na rua”, diz José Carneiro, morador do edifício há 9 anos.

Segundo a Justiça, o motivo da ordem de despejo seria a precariedade do local que está sem serviços básicos e apresenta risco aos moradores. O prédio de onze andares e que conta com 1.500 moradores divididos em 394 apartamentos teve a água cortada por falta de pagamento e, segundo a Enel, a luz foi interrompida por conta de problemas na instalação que oferece risco de incêndio. No entanto, segundo Paula Maíran, da Comissão de Direitos Humanos, se este for o motivo, não há razão para a desocupação.

“Não há nenhum laudo que confirme que, para haver uma reforma nas instalações elétricas, haja necessidade de despejo”, disse. De acordo com a síndica Lorena Borges, está clara intenção da prefeitura. “Quando você quer apenas desocupar um prédio para ser reocupado, não se pede a retirada de móveis, então o objetivo não é desocupação, mas desapropriação”, explicou.

“As ações de abordagem foram antecipadas e assistentes sociais acompanhados de policiais estão abordando os moradores a semana inteira. Se não saírem até amanhã, haverá despejo com força policial” acrescentou Paula. Alguns moradores têm deixado o edifício antes do cumprimento da ordem de despejo, como Marlene Lourenço que deixou o local ontem e alega já ter recebido o aluguel social. Mas outros moradores ainda não receberam o aluguel social.

Questionada, a Prefeitura informou que 160 famílias já receberam e o auxílio e as que não o receberam deve resolver pendências na documentação.

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