Comércios reabrem as portas em São Gonçalo
Empresários voltam a investir no setor após crise

Diferente de três anos atrás, quando o cenário no Centro de São Gonçalo era de abandono devido a quantidade de comércios fechados, em 2019 a cidade revela boas perspectivas para o setor. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, pelo menos 30 imóveis comerciais que se encontravam fechados no período entre 2015 e 2016, foram reabertas no último semestre.
“Nós notamos que o Centro de São Gonçalo tem crescido bastante, não tendo hoje lojas fechadas. O comerciante e empresário, está vendo o município como local de bons negócios, de um futuro promissor”, disse Mário Santos, presidente do CDL.
Quem também tem pesquisas que comprovam o fato é o dirigente da Associação Comercial de São Gonçalo, Evanildo Barreto. Ele contou que, há cerca de dois anos, o corredor de lojas das ruas do Centro de São Gonçalo se encontravam com diversos imóveis fechados e hoje notamos a reabertura. “Os dados que temos são de evidências aos olhos. Muitas dessas novas empresas procuram a associação comercial para consultar a respeito de formalização, abertura de certificação digital, adesão ao SPC (Sistema de negativação de crédito) e as mais diversas orientações que a entidade fornece, bem como para se associar.
Na Rua Feliciano Sodré, por exemplo, as lojas que antes encontravam-se com portas fechadas e placas fixadas de “aluga-se” ou “passo o ponto”, hoje estão abertas e tentando se reerguer durante a crise.
Comerciante há mais de 25 anos, Rogério Barreto, 51, precisou fechar todas as suas lojas no período de 2016, por causa da retração no comércio. Para tentar driblar a crise financeira, ele resolveu abrir uma loja onde divide espaço com outros quatro boxes.
“A crise está nos prejudicando muito e São Gonçalo não tem nenhum incentivo ao comerciante. Acredito que as lojas reabriram confiando que o governo mudaria a situação do Brasil, mas nesse primeiro impacto, não melhorou em nada. O índice de desemprego está muito alto”, contou Rogério, que começou no ramo como camelô e hoje é dono do Shopping Mix.
Já no espaço que uma loja de roupas ocupava há anos, mas que precisou fechar devido a crise, outra empresa do mesmo ramo se fixou desde novembro de 2017. A subgerente do local contou que as vendas do espaço aquecem, principalmente, durante as datas comemorativas.
“Estamos mantendo o espaço sem nenhum problema. Temos um público fixo e fiel a nossa loja. Mas principalmente nos períodos festivos, notamos um grande aumento nas vendas. Um exemplo foi no Dia das Mães, onde tivemos uma melhora de 60% a 70%”, explicou.