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Praça do Gragoatá é abandonada pela Guarda Municipal de Niterói

De acordo com a população, os agentes não fazem ronda no local há muito tempo

relogio min de leitura | Redação 10 de maio de 2019 - 11:07
De acordo com a população, os agentes não fazem ronda no local há muito tempo
De acordo com a população, os agentes não fazem ronda no local há muito tempo -

Quem passa todos os dias pela Praça Duque de Caxias, no Gragoatá, tem observado, ultimamente, o descaso da Guarda Municipal de Niterói em relação à segurança do espaço público. Equipe de O SÃO GONÇALO esteve no local e foi possível observar o resultado da falta de presença de guardas dando segurança aos frequentadores. Bancos depredados, e roupas espalhadas por grades e galhos de árvores, que se transformaram em varais para os moradores de rua que ficam na região.

Segundo moradores e pedestres, a Guarda Municipal de Niterói não aparece no local para fiscalizar e oferecer segurança à população. Morador da região do Ingá e o funcionário dos Correios, Marcos Antônio Santos afirma que gostaria de passear e realizar atividades na região nos fins de semana, mas não é possível por conta da falta de segurança.

“Eu moro no Ingá e faço caminhadas periodicamente aqui. É triste ver a praça nesse estado. Já presenciei muitas abordagens dos moradores de rua, principalmente a pessoas do sexo feminino. O descaso das autoridades é gigantesco. A praça poderia ser revitalizada para nós que moramos na região podermos andar sem medo. Gostaria muito de fazer atividades aqui, mas tenho medo”, afirmou.

A dona de casa Elizete Matos, de 45 anos, moradora do local, disse que há anos a praça vem servindo de moradia para mendigos. “A Prefeitura vem, retira os moradores de rua da praça, mas sem guardas municipais, logo depois eles voltam. Moro aqui há muitos anos sempre foi assim”, garantiu.

“Nós evitamos andar pela praça à noite, pela insegurança, não só na praça, mas em Niterói em geral. A Prefeitura conserta o coreto, mas eles depredam tudo novamente. Pagamos caro de IPTU e impostos para não realizarem a manutenção e segurança do local”, reclamou o comerciante Luiz Antônio.

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