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Morador de Itaboraí aguarda há mais de um ano por exame de ultrassonografia

Evanildo descobriu tumor no ano de 2013

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de maio de 2019 - 08:50
Evanildo espera desde 7 de fevereiro do ano passado para realizar o exame
Evanildo espera desde 7 de fevereiro do ano passado para realizar o exame -

Evanildo Gomes da Silva, de 40 anos, morador de Itaboraí, luta para conseguir uma ultrassonografia por conta de um tumor no ombro direito. O homem foi encaminhado para Sistema Estadual de Regulação (SER), desde o dia 7 de fevereiro do ano passado e espera desde então para realizar o exame.

Evanildo descobriu o tumor no ano de 2013, quando ainda trabalhava no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

“Eu trabalhava no setor de manutenção do Comperj, quando solicitaram a escavação de um buraco, desde então surgiu um pequeno caroço e só foi crescendo. Em 2015 dei entrada na Policlínica Dr. Maurício, aqui mesmo em Itaboraí, e esse tumor foi diagnosticado”, afirmou.

Segundo Evanildo, a Secretaria de Saúde de Itaboraí declara que não possui vaga para o exame. Ele está impossibilitado de trabalhar por conta das dores que o tumor tem causado.

“Preciso dessa tomografia para saber qual o tamanho e realizar a cirurgia. Não consigo mais fazer minhas atividades normalmente. Como estou de licença pelo INSS, consigo quitar minhas despesas e pagar o remédios, que também estão em falta no município”, contou.

O secretário de saúde, Júlio César Ambrósio atendeu a equipe do O SÃO GONÇALO, junto ao paciente e explicou que Itaboraí não possui o exame de articulação e desde que foi feita a declaração, a responsabilidade é de âmbito estadual.

“Podemos ver que o paciente é atendido no setor psiquiátrico e ambulatorial do município desde a descoberta da doença. No dia 7 de fevereiro do ano passado, a equipe de saúde expediu a declaração para a realização deste exame, a fila é de responsabilidade do Sistema Estadual de Regulação (SER), que ele está cadastrado. A peregrinação dele não é mais de responsabilidade da Prefeitura, já que o SER é do governo estadual e eles encaminham o paciente à algum dos hospitais de referência. Nós não possuímos o aparelho de articulação. Essas questões são pactuadas entre prefeituras e estado”, declarou Júlio.

Sobre os remédios que estão em falta na farmácia, o secretário explicou que espera o licenciamento e que tudo deverá ser reabastecido na próxima semana.

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